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Em um movimento que intensifica a pressão sobre o governo interino da Venezuela, os Estados Unidos transmitiram um aviso direto e contundente ao ministro do Interior, Diosdado Cabello. Considerado o "número dois" do chavismo, Cabello foi informado por intermédio de emissários que, se não colaborar com a presidente interina Delcy Rodríguez e com as exigências de Washington, poderá se tornar o próximo alvo de ação norte-americana, correndo o risco de ter um destino similar ao do presidente capturado, Nicolás Maduro.
O recado foi dado por intermediários da administração do presidente Donald Trump após a operação militar que capturou Maduro no último sábado. As fontes indicam que o alerta foi claro: caso adote uma postura desafiadora, Cabello pode enfrentar consequências severas. Os possíveis desfechos apresentados a ele incluem:
Um alto funcionário do Departamento de Justiça dos EUA reforçou que a operação contra figuras venezuelanas acusadas de crimes "continua sendo uma operação de aplicação da lei, e ainda não terminamos".
Apesar da ameaça, os EUA veem Cabello, por ora, como uma figura necessária para uma transição estável. Essa aparente contradição se explica pelo seu perfil único e poderoso dentro do regime:
No entanto, sua rivalidade histórica com Delcy Rodríguez preocupa Washington, que teme que ele possa atuar como um "estraga-prazeres", sabotando os planos de transição e a cooperação com os americanos.
O aviso a Cabello faz parte de uma estratégia maior, delineada pela Casa Branca, que prioriza a estabilidade acima de uma mudança democrática imediata. Esta estratégia se baseia em três pilares principais:
Para isso, os EUA decidiram trabalhar temporariamente com aliados de Maduro, como Rodríguez e Cabello, após uma avaliação confidencial da CIA concluir que eles estão mais bem posicionados para manter a ordem do que a oposição democrática liderada por María Corina Machado. O secretário de Estado Marco Rubio afirmou que os EUA vão "julgar tudo com base nas suas ações" daqui para frente.
Publicamente, Cabello sinalizou unidade, participando da posse de Delcy Rodríguez. Porém, em ato paralelo, foi visto empunhando um fuzil e incitando forças de segurança, gritando: "Duvidar é traição. Agora, à batalha nas ruas pela vitória!".
Analistas apontam que a remoção abrupta de Cabello é um cálculo de alto risco. Seu afastamento poderia motivar os "colectivos" e setores duros das forças de segurança a irem para as ruas, desencadeando exatamente o caos que Washington quer evitar. O jogo agora depende da capacidade dos EUA em equilibrar ameaça e persuasão para garantir a cooperação de uma das figuras mais temidas e influentes do chavismo.
Com informações de O Globo, Gazeta do Povo, Investing.com, PressTV, CNN Portugal, G1, India.com ■