Siga nossas redes sociais
Logo     
Siga nossos canais
   
EUA ameaçam Diosdado Cabello
Recado, já referido anteriormente a Gustavo Petro e Delcy Rodriguez, agora é dado a ministro chavista: "coopere ou será o próximo alvo"
America do Norte
Foto: https://s2-g1.glbimg.com/9ac9vWXfBlyItrmJaXNEIuGPxd0=/0x0:3158x2105/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/y/6/kPmCK1RcuMwdrm5MFlPw/2026-01-06t225541z-330212168-rc23via1aq0z-rtrmadp-3-usa-venezuela-trump-targets.jpg
Compartilhar:
■   Bernardo Cahue, 08/01/2026

Em um movimento que intensifica a pressão sobre o governo interino da Venezuela, os Estados Unidos transmitiram um aviso direto e contundente ao ministro do Interior, Diosdado Cabello. Considerado o "número dois" do chavismo, Cabello foi informado por intermédio de emissários que, se não colaborar com a presidente interina Delcy Rodríguez e com as exigências de Washington, poderá se tornar o próximo alvo de ação norte-americana, correndo o risco de ter um destino similar ao do presidente capturado, Nicolás Maduro.

O Conteúdo do Alerta

O recado foi dado por intermediários da administração do presidente Donald Trump após a operação militar que capturou Maduro no último sábado. As fontes indicam que o alerta foi claro: caso adote uma postura desafiadora, Cabello pode enfrentar consequências severas. Os possíveis desfechos apresentados a ele incluem:

  • Captura e julgamento nos EUA, seguindo o mesmo caminho de Maduro, que foi levado a Nova Iorque para responder a acusações de narcoterrorismo.
  • Ser removido do poder e forçado ao exílio, em um movimento planejado pelos EUA para mais adiante.
  • Ver sua própria vida em perigo, em um cenário de escalada do conflito.

Um alto funcionário do Departamento de Justiça dos EUA reforçou que a operação contra figuras venezuelanas acusadas de crimes "continua sendo uma operação de aplicação da lei, e ainda não terminamos".

A Importância e a Vulnerabilidade de Cabello

Apesar da ameaça, os EUA veem Cabello, por ora, como uma figura necessária para uma transição estável. Essa aparente contradição se explica pelo seu perfil único e poderoso dentro do regime:

  • Controlador das Forças de Segurança: Cabello comanda as polícias e agências de inteligência civil e militar, historicamente acusadas de graves violações de direitos humanos e repressão. Ele é visto como o "principal operador da repressão" do governo Maduro.
  • Influência sobre os "Colectivos": Mantém laços estreitos com os grupos paramilitares pró-governo, conhecidos como "colectivos", que podem levar instabilidade e violência às ruas se se sentirem ameaçados.
  • Acusações Formais dos EUA: Assim como Maduro, Cabello responde a acusações federais nos EUA por narcoterrorismo e tem uma recompensa milionária por sua captura, o que o torna legalmente vulnerável.

No entanto, sua rivalidade histórica com Delcy Rodríguez preocupa Washington, que teme que ele possa atuar como um "estraga-prazeres", sabotando os planos de transição e a cooperação com os americanos.

A Estratégia Americana: Estabilidade antes de Democracia

O aviso a Cabello faz parte de uma estratégia maior, delineada pela Casa Branca, que prioriza a estabilidade acima de uma mudança democrática imediata. Esta estratégia se baseia em três pilares principais:

  1. Estabilização: Evitar o caos a qualquer custo, utilizando figuras chavistas remanescentes para manter uma ordem mínima.
  2. Recuperação Econômica: Reativar a indústria petrolífera venezuelana em termos favoráveis a empresas norte-americanas, um interesse declarado pelo presidente Trump.
  3. Transição Política: Um processo futuro e sem prazo definido para "reconciliação nacional" e eventualmente eleições.

Para isso, os EUA decidiram trabalhar temporariamente com aliados de Maduro, como Rodríguez e Cabello, após uma avaliação confidencial da CIA concluir que eles estão mais bem posicionados para manter a ordem do que a oposição democrática liderada por María Corina Machado. O secretário de Estado Marco Rubio afirmou que os EUA vão "julgar tudo com base nas suas ações" daqui para frente.

Reações e Riscos Imediatos

Publicamente, Cabello sinalizou unidade, participando da posse de Delcy Rodríguez. Porém, em ato paralelo, foi visto empunhando um fuzil e incitando forças de segurança, gritando: "Duvidar é traição. Agora, à batalha nas ruas pela vitória!".

Analistas apontam que a remoção abrupta de Cabello é um cálculo de alto risco. Seu afastamento poderia motivar os "colectivos" e setores duros das forças de segurança a irem para as ruas, desencadeando exatamente o caos que Washington quer evitar. O jogo agora depende da capacidade dos EUA em equilibrar ameaça e persuasão para garantir a cooperação de uma das figuras mais temidas e influentes do chavismo.

Com informações de O Globo, Gazeta do Povo, Investing.com, PressTV, CNN Portugal, G1, India.com ■

Mais Notícias