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Em pronunciamento realizado em sua propriedade de Mar-a-Lago, na Flórida, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (3) que os EUA vão "administrar" ou "governar" a Venezuela de forma interina. A declaração ocorreu após uma operação militar que resultou na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e de sua esposa, que foram levados para os Estados Unidos para enfrentar acusações criminais.
"Vamos administrar o país até o momento em que pudermos, temos certeza de que haverá uma transição adequada, justa e legal", declarou Trump. Ele enfatizou que os EUA permanecerão no controle "até que uma transição segura, própria e criteriosa possa ocorrer", com o objetivo de evitar o retorno da mesma situação de anos anteriores.
Trump descreveu a operação, que ocorreu na madrugada de sábado em Caracas, como "um ataque espetacular, como não se via desde a Segunda Guerra Mundial". Ele afirmou que as forças venezuelanas, embora em posição de alerta, foram "completamente dominadas e incapacitadas muito rapidamente".
Os pontos-chave da operação, conforme descritos por Trump e fontes oficiais, incluem:
Em seu pronunciamento, Trump vinculou diretamente a intervenção aos recursos energéticos da Venezuela. Ele anunciou que petroleiras norte-americanas começarão a atuar no país.
"Nossas gigantescas companhias petrolíferas dos Estados Unidos... vão entrar, gastar bilhões de dólares, consertar a infraestrutura petrolífera que está em péssimo estado e começar a gerar lucro para o país", afirmou.
Sobre o futuro político, Trump foi menos específico. Quando questionado se a líder opositora María Corina Machado seria colocada no poder, respondeu: "Ainda estou decidindo sobre o futuro da Venezuela". A própria Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, declarou que "a hora da liberdade chegou" e defendeu que Edmundo González Urrutia, candidato oposicionista nas eleições de 2024, assuma a presidência.
A ação militar e a declaração de administração interina geraram fortes reações e preocupações:
A declaração de Trump deixa claro que os Estados Unidos pretendem ter um papel direto e prolongado no futuro da Venezuela, indo muito além de uma simples operação para capturar um líder acusado. No entanto, os detalhes sobre como essa "administração" funcionará na prática, quem serão os interlocutores locais e, principalmente, qual será o prazo para a prometida transição de poder permanecem indefinidos.
A ação já desencadeou uma crise diplomática global e coloca os EUA na posição de gerir diretamente os profundos desafios econômicos, políticos e humanitários da Venezuela, um cenário que analistas comparam a uma complexa operação de construção nacional (nation-building). O próximo capítulo dependerá das reações dentro da Venezuela, da evolução do processo judicial contra Maduro e da pressão da comunidade internacional.
Com informações de: G1, BBC News, NBC News, Deutsche Welle (DW), UOL, InfoMoney, CBS News ■