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O governo do presidente Donald Trump admitiu, através de documentos internos recentemente liberados, a autorização de um ataque aéreo contra sobreviventes de um barco venezuelano que havia sido afundado pela marinha americana. O fato, ocorrido no ano passado no Mar do Caribe, foi inicialmente classificado como "incidente de combate rotineiro". Contudo, fontes do Pentágono revelam que o alvo específico eram indivíduos que já se encontravam na água, tentando se salvar após o naufrágio de sua embarcação, supostamente envolvida em tráfico de drogas.
Apesar da admissão do ataque, a cúpula da administração interveio para proteger formalmente o então secretário de Defesa, impedindo qualquer processo disciplinar ou investigação criminal contra ele. A justificativa interna alegou que o secretário agiu com base em "informações de inteligência disponíveis no momento", que indicariam uma "ameaça iminente" proveniente dos sobreviventes.
A revelação gerou imediata reação no Congresso. Um grupo bipartidário, mas com forte impulso de congressistas republicanos, prometeu uma investigação "rigorosa e completa" do episódio. Eles afirmam que o bombardeio pode ter violado múltiplas normas, incluindo:
Opositores políticos e especialistas em direito internacional já classificam o ato como um crime de guerra. "Direcionar ataques a pessoas que estão naufragadas e indefesas constitui uma grave violação do direito humanitário internacional", declarou uma professora de direito da American University, em entrevista coletiva. "Não há justificativa legal ou moral para tal ação."
Os detalhes mais profundos da operação, conforme apurado, indicam:
A investigação congressual promete ser longa e deve se concentrar na cadeia de comando e na legalidade da ordem de ataque. A defesa do secretário de Defesa e de assessores de Trump sustenta que a ação se enquadrava na "guerra ao terror e ao narcotráfico".
Com informações de Reuters Brasil, BBC News Brasil, The New York Times, El País Brasil, The Intercept Brasil. ■