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O governo dos Estados Unidos apresentou acusações graves contra o regime cubano, alegando que Havana facilitou o envio de milhares de cidadãos para atuarem como mercenários ao lado da Rússia na guerra contra a Ucrânia. As denúncias, detalhadas no Informe sobre Tráfico de Pessoas (TIP) de 2025 do Departamento de Estado, sugerem uma política estatal de explotação.
De acordo com a inteligência ucraniana, o número total de cubanos recrutados pode chegar a 20 mil desde o início da invasão. Desse total, estima-se que entre 6 mil e 7 mil estejam atualmente na linha de frente, representando uma das maiores forças estrangeiras a combater pela Rússia. Um relatório mais recente, cobrindo o período de junho de 2023 a fevereiro de 2024, identificou 1.028 cubanos com contratos formais assinados com as Forças Armadas Russas.
Orlando Gutiérrez Boronat, líder da oposição cubana, descreveu a prática como um "crime imoral". Em entrevista, ele afirmou que os cubanos são "enganados com contratos falsos" que prometem salários em dólares para trabalhos civis na Rússia, mas que, ao chegarem, são forçados a se alistar. O tempo de vida médio de um recruta cubano no front é estimado em apenas 150 dias, e familiares na ilha lutam para recuperar até mesmo os corpos de seus entes queridos.
Enquanto as acusações internacionais ganhavam corpo, os Estados Unidos enfrentaram tensões internas significativas relacionadas a outros conflitos globais e à violência sectária.
Protestos Pró-Palestina e Ação Governamental: O governo do presidente Donald Trump decretou medidas para deportar estudantes estrangeiros e revogar vistos de participantes de protestos pró-palestina em universidades americanas, justificando a ação como necessária para "combater o antissemitismo". No entanto, um juiz federal em Boston considerou essas políticas inconstitucionais, argumentando que o governo estava restringindo a liberdade de expressão garantida pela Primeira Emenda. Um caso emblemático foi o do estudante Mahmoud Khalil, detido por meses antes de ser solto por ordem judicial.
Ataques a Locais de Culto: O território americano também foi palado de ataques violentos. Em Michigan, um homem invadiu uma igreja da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias com um caminhão, resultando em pelo menos quatro mortos e oito feridos. Este foi um entre 324 ataques a tiros em massa registrados nos EUA neste ano, incluindo outros contra locais de culto. No Reino Unido, uma sinagoga em Manchester foi atacada durante a celebração do Yom Kipur, deixando duas pessoas mortas e quatro feridas. A ONU condenou veementemente tais ataques, enfatizando que "locais de culto são santuários sagrados".
Com informações de: CNN Brasil, Gazeta do Povo, Martí Noticias, CiberCuba, Heritage.org, BBC, UN News, DW.com. ■