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A rede ABC suspendeu indefinidamente o programa Jimmy Kimmel Live! após comentários do apresentador sobre o assassinato do influenciador conservador Charlie Kirk. Kimmel questionou a tentativa de grupos polÃticos de caracterizar o assassino, Tyler Robinson, como não alinhado ao movimento de direita, mesmo perante evidências contraditórias.
Em sua fala, Kimmel afirmou: "No fim de semana, o grupo MAGA tentou desesperadamente caracterizar o jovem que assassinou Charlie Kirk como outra coisa que não um deles e fez tudo o que pôde para ganhar pontos polÃticos com isso". Ele ainda criticou a falta de empatia demonstrada por figuras polÃticas em relação à morte.
Horas após a exibição, uma campanha coordenada de doxxing – exposição pública de informações privadas – direcionou-se contra a produção do programa e o próprio Kimmel. A pressão incluiu:
Este caso ocorre dentro de um contexto mais amplo de campanhas de doxxing contra crÃticos de Charlie Kirk. Sites como o "Expose Charlie’s Murderers" e influenciadores de direita como Laura Loomer e Chaya Raichik (Libs of TikTok) têm coordenado esforços para identificar e punir aqueles que celebraram ou criticaram publicamente Kirk, resultando em demissões e ameaças.
Pelo menos 15 pessoas já foram demitidas ou suspensas de seus empregos por comentários online sobre o caso, incluindo jornalistas, acadêmicos e funcionários públicos.
A suspensão de Kimmel segue um padrão recente de retaliação contra comentaristas midiáticos. Poucas semanas antes, a CBS cancelou o Late Show de Stephen Colbert, em outro movimento interpretado como resposta a pressões polÃticas.
Especialistas em extremismo polÃtico alertam que essas campanhas de doxxing representam um risco grave à liberdade de expressão e à segurança individual. "Podemos concluir que há uma intenção de incitar assédio", afirmou Hank Teran, da plataforma de inteligência Open Measures.
Com informações de: Sapo.pt, Maggie.sapo.pt, Wmtw.com, Aljazeera.com, Checamos.afp.com. ■