Siga nossas redes sociais | ![]() | Siga nossos canais |
Uma onda de demissões varreu os Estados Unidos nesta semana, atingindo professores, funcionários públicos e profissionais de diversos setores que supostamente celebraram ou fizeram comentários crÃticos sobre o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk. Os casos, que já somam pelo menos 33 according to NPR’s analysis, parecem ser resultado de uma campanha coordenada por grupos de direita que identificam e expõem publicamente os crÃticos.
Charlie Kirk, fundador do grupo conservador Turning Point USA, foi assassinado em 11 de setembro de 2025 durante um evento na Utah Valley University. O suspeito, Tyler Robinson, de 22 anos, foi preso e aguarda julgamento. Kirk era conhecido por suas posições controversas sobre imigração, direitos armamentistas e questões raciais; Robinson é um jovem armamentista e cristão ligado à Igreja, de cujas razões para o assassinato ainda não foram reveladas.
Entre os demitidos estão:
A campanha é liderada por figuras proeminentes da direita, como Chaya Raichik (responsável pela conta “Libs of TikTokâ€) e Laura Loomer, que compartilham nomes, fotos e detalhes profissionais dos alvos . Um site recém-criado, “Expose Charlie’s Murderersâ€, lista 41 nomes e alega estar processando um backlog de mais de 20 mil submissões. Influenciadores de direita instruem seguidores a usar técnicas de doxxing, como busca reversa de imagens e cruzamento de dados com perfis do LinkedIn, para identificar e pressionar empregadores.
Autoridades republicanas e membros do governo Trump endossaram ou amplificaram a campanha:
A postura de figuras republicanas contrasta com suas reações anteriores a ataques contra adversários polÃticos. Higgins e Kirk, por exemplo, zombaram do ataque a Paul Pelosi (marido da ex-lÃder da Câmara Nancy Pelosi) em 2022, com Higgins postando uma foto que ridicularizava o incidente e Kirk brincando sobre libertar o agressor.
Especialistas alertam para o impacto na liberdade de expressão. David Kaye, professor de direito da UC Irvine, afirma: “Em uma democracia, não podemos reprimir pessoas que debatem o legado de alguém que foi mortoâ€. Loretta Ross, do Smith College, compara a situação ao macarthismo, quando “pessoas eram punidas, demitidas, colocadas em listas negras por ter opiniões que o governo não gostavaâ€.
A campanha contra crÃticos de Charlie Kirk ilustra a polarização polÃtica nos EUA e o poder de grupos organizados na manipulação de narrativas online. Enquanto alguns justificam as demissões como “prestação de contasâ€, outros veem um ataque coordenado à liberdade de expressão e à dissidência polÃtica. O legado de Kirk, marcado por retórica inflamada e divisiva, agora também é definido pela caça digital daqueles que o criticaram – viva ou postumamente.
Com informações de: Al Jazeera, NBC News, The Guardian, OPB.
■