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Nenhum dos cinco hospitais prometidos por Ibaneis em 2022 será entregue até o fim do mandato
Secretaria admite atrasos; projetos de 704 leitos a R$ 1,2 bi ficam para próxima gestão. Mandato atual também deixou de entregar 15 UBSs e todas as UPAs prometidas
Cidades
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■   Bernardo Cahue, 09/02/2026

A promessa de construção de cinco novos hospitais, feita pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) em 2022, não se concretizará antes do fim do seu mandato, conforme admitiu a Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). Os projetos, que totalizariam 704 novos leitos ao custo estimado de R$ 1,2 bilhão, permanecem no papel, sem previsão de início das obras.

A situação é parte de um quadro mais amplo de obras de saúde atrasadas ou não iniciadas. Na infraestrutura básica, das 18 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) prometidas, apenas três foram entregues. Quanto às Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), nenhuma das prometidas foi construída.

Os detalhes do fracasso na entrega das grandes obras de saúde incluem:

  • Investimento Parado: Os R$ 1,2 bilhão para os hospitais, recursos significativos para a saúde pública, continuam não aplicados.
  • Déficit de Leitos: Os 704 leitos prometidos representariam um importante alívio para a sobrecarga da rede, mas seguem como uma necessidade não atendida.
  • Falta de Acesso: A não construção das UBSs e UPAs mantém a população de várias regiões dependente de serviços centralizados e sobrecarregados.

O governador Ibaneis Rocha tem justificado cortes e atrasos em diversas pastas com a necessidade de "apertar o cinto" para equilibrar as contas públicas e fechar o ano dentro do limites fiscais. No entanto, a pasta da saúde é uma das que mais sofre com o contingenciamento de recursos.

Especialistas em administração pública ouvidos pela reportagem apontam que, além da justificativa fiscal, é comum que grandes obras sejam anunciadas em períodos eleitorais sem um planejamento orçamentário e projeto executivo robustos, o que as condena ao atraso ou ao esquecimento após as eleições.

O impacto direto na população é a perpetuação de problemas crônicos:

  1. Longas filas para internação e procedimentos.
  2. Sobrecarga nas UPAs e hospitais existentes.
  3. Dificuldade de acesso a cuidados básicos de saúde em regiões periféricas.

A SES-DF não divulgou um novo cronograma para o início das obras dos hospitais, transferindo a decisão e a execução para a próxima gestão estadual, que assumirá em 2027.

Com informações de: G1 DF, Metrópoles, Correio Braziliense, Agência Brasília ■

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