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A promessa de construção de cinco novos hospitais, feita pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) em 2022, não se concretizará antes do fim do seu mandato, conforme admitiu a Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). Os projetos, que totalizariam 704 novos leitos ao custo estimado de R$ 1,2 bilhão, permanecem no papel, sem previsão de início das obras.
A situação é parte de um quadro mais amplo de obras de saúde atrasadas ou não iniciadas. Na infraestrutura básica, das 18 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) prometidas, apenas três foram entregues. Quanto às Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), nenhuma das prometidas foi construída.
Os detalhes do fracasso na entrega das grandes obras de saúde incluem:
O governador Ibaneis Rocha tem justificado cortes e atrasos em diversas pastas com a necessidade de "apertar o cinto" para equilibrar as contas públicas e fechar o ano dentro do limites fiscais. No entanto, a pasta da saúde é uma das que mais sofre com o contingenciamento de recursos.
Especialistas em administração pública ouvidos pela reportagem apontam que, além da justificativa fiscal, é comum que grandes obras sejam anunciadas em períodos eleitorais sem um planejamento orçamentário e projeto executivo robustos, o que as condena ao atraso ou ao esquecimento após as eleições.
O impacto direto na população é a perpetuação de problemas crônicos:
A SES-DF não divulgou um novo cronograma para o início das obras dos hospitais, transferindo a decisão e a execução para a próxima gestão estadual, que assumirá em 2027.
Com informações de: G1 DF, Metrópoles, Correio Braziliense, Agência Brasília ■