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O mês de fevereiro de 2026 entra para a história como um dos mais chuvosos já registrados no Sudeste brasileiro. Os temporais que começaram em Minas Gerais se expandiram para o Rio de Janeiro e São Paulo, causando um rastro de destruição. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), um alerta de "Grande Perigo" foi emitido para toda a região, com volumes de chuva superiores a 100 mm por dia em diversas localidades. A combinação de uma Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) com um fenômeno conhecido como "cavado" — região alongada de baixa pressão que favorece a formação de tempestades — é a principal causa dos acumulados extremos.
No estado de São Paulo, o litoral norte foi a região mais castigada. Em Peruíbe, foram registrados 176 mm em apenas seis horas, volume equivalente a 90% da média esperada para todo o mês. A Defesa Civil mobilizou um gabinete de crise e pelo menos 100 pessoas ficaram desabrigadas no município. Em Ubatuba, a situação também é crítica: a prefeitura decretou situação de emergência após duas mortes registradas — uma embarcação de pesca naufragou durante a tempestade na noite de sábado (21). Rodovias importantes como a Mogi-Bertioga e a Oswaldo Cruz precisaram ser interditadas devido à queda de barreiras. O Cemaden aponta risco alto de movimentos de massa nas regiões geográficas intermediárias de São José dos Campos e São Paulo, especialmente nos municípios litorâneos, devido aos acumulados superiores a 200 mm em 48 horas.
No Rio de Janeiro, os impactos se concentram na Costa Verde, Região Serrana, Baixada Fluminense e na capital. Em Paraty e Angra dos Reis, os acumulados ultrapassaram os 200 mm em 48 horas, com risco iminente de deslizamentos. Petrópolis, cidade serrana com histórico de tragédias, voltou a registrar deslizamentos pontuais e pontos de alagamento. Na Baixada Fluminense, municípios como São João de Meriti registraram 100 mm de chuva em apenas uma hora, resultando em uma morte. O Inmet mantém alerta para todo o estado, com ênfase no Sul Fluminense, Região Metropolitana e Norte Fluminense, onde a previsão indica continuidade das pancadas fortes até o fim da semana.
Impactos totais nos três estados:
O governo federal, por meio do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), reconheceu estado de calamidade pública em Juiz de Fora e situação de emergência em outras cidades mineiras, liberando recursos para assistência humanitária. O presidente Lula determinou a mobilização imediata de equipes do serviço público de saúde para atender a população afetada.
Fenômenos climáticos envolvidos:
As defesas civis estaduais orientam a população a permanecer em locais seguros, evitar áreas alagadas e, em caso de emergência, acionar o Corpo de Bombeiros (193) ou a Defesa Civil (199). A previsão para os próximos dias indica continuidade das chuvas em todo o Sudeste, com possibilidade de novos transtornos.
Com informações de Agência Brasil, G1, O Globo, Cemaden, ClimaInfo, ISTOÉ, Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) ■