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Um cenário de caos, com empurra-empurra, foliões passando mal e grades de segurança sendo derrubadas, marcou o desfile do bloco Skol com o DJ escocês Calvin Harris na Rua da Consolação, centro de São Paulo, no início da tarde deste domingo (08/02). A superlotação extrema, agravada pela realização de outro megabloco na mesma região, forçou paralisações no evento e levou a Polícia Militar a pedir que a população evitasse a área.
O bloco, que também contava com atrações brasileiras como Felipe Amorim, Nattan, Xand Avião e Zé Vaqueiro, começou a enfrentar problemas logo após o início do desfile, por volta do meio-dia. A aglomeração era tamanha que as apresentações foram interrompidas várias vezes. O cantor Felipe Amorim, por exemplo, precisou parar de cantar para pedir ajuda aos bombeiros para uma mulher que havia passado mal. Relatos de pessoas sendo pisoteadas e tendo crises de pânico circularam nas redes sociais.
Imagens aéreas mostraram a extensão da multidão, com foliões subindo em banheiros químicos para escapar do aperto e equipes de resgate tentando socorrer pessoas no meio da confusão. A situação ficou crítica quando parte do público, numa tentativa de fugir do prensamento, derrubou grades de proteção, incluindo as do prédio da Escola Paulista de Magistratura. A queda das estruturas causou empurra-empurra e gritaria, com pessoas caindo no chão.
Para tentar controlar a situação, a Prefeitura de São Paulo acionou um plano de contingência por volta das 15h. As medidas incluíram:
A Polícia Militar informou que monitorou a situação em tempo real com imagens de drone e helicóptero e intensificou o efetivo na região. A corporação afirmou que não houve registro de feridos graves, mas recomendou que as pessoas evitassem o local devido à "grande concentração de foliões".
O tumulto teve efeito em cascata e impactou outro grande bloco tradicional. O desfile do Acadêmicos do Baixo Augusta, que também ocorreria na Rua da Consolação com início previsto para as 14h, teve seu início atrasado em cerca de duas horas devido à confusão e ao bloqueio do trajeto. Em nota, a organização do Baixo Augusta criticou a "falta de organização" e o "não cumprimento dos horários", afirmando que o bloco foi "desrespeitado de forma triste e violenta".
Moradores e representantes da região já haviam alertado para os riscos de concentrar dois megablocos no mesmo local. Marta Porta, presidente do Conselho Comunitário de Segurança local, disse que o espaço é inadequado para tal quantidade de pessoas e que a situação observada era previsível. Ela sugeriu que a decisão da prefeitura em autorizar os dois eventos pode ter priorizado compromissos com patrocinadores em detrimento da segurança. A gestão do prefeito Ricardo Nunes havia afirmado anteriormente que havia estrutura suficiente para garantir a ordem.
Com informações de: G1, UOL, Folha de S.Paulo, Terra, CNN Brasil ■