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A tomada da cidade de El Fasher, no Darfur do Norte, pelas Forças de Apoio Rápido (RSF) no domingo, 26 de outubro, mergulhou a população civil em uma crise de horror e violência. Relatos de execuções em massa, tortura e ataques a civis surgem de sobreviventes que conseguiram escapar, enquanto centenas de milhares permanecem presos na cidade sem acesso a comida, água ou assistência médica.
Aqueles que conseguiram fugir de El Fasher para a cidade de Tawila, a cerca de 70 km de distância, chegam com relatos de extrema brutalidade. Ezzeldin Hassan Musa descreve cenas em que grupos de civis foram divididos, espancados e executados. "Vimos pessoas sendo assassinadas na nossa frente. Vimos pessoas sendo espancadas. Foi realmente terrível", contou ele à BBC. Outro sobrevivente, Ahmed Ismail Ibrahim, relatou que, de um grupo de sete homens parados pelos combatentes das RSF, quatro foram mortos na frente deles.
A situação humanitária em El Fasher, que já era crítica devido a um cerco de 18 meses, deteriorou-se ainda mais.
Autoridades das Nações Unidas e organizações de direitos humanos condenaram veementemente a violência. Tom Fletcher, coordenador de Ajuda de Emergência da ONU, afirmou que a cidade "desceu a um inferno ainda mais sombrio" e alertou para relatos críveis de execuções generalizadas. A Anistia Internacional pediu que a ONU, a União Africana e outros atores internacionais ajam swiftamente para evitar mais sofrimento civil e responsabilizar os autores das atrocidades.
Organizações humanitárias como os Médicos Sem Fronteiras (MSF) alertam para o risco iminente de um massacre em El Fasher. As equipes médicas em Tawila já atendem dezenas de pacientes que conseguiram escapar, muitos necessitando de cirurgias de emergência. O cenário é agravado pela violência étnica histórica na região, com as RSF sendo acusadas de repetir atrocidades cometidas há duas décadas em Darfur.
Com informações de: Amnesty USA, Médicos Sem Fronteiras Brasil, Al Jazeera, BBC, UN News, Al Jazeera, Monitor do Oriente. ■