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O Conselho de Segurança da ONU realizou uma reunião de emergência nesta sexta-feira (10) a pedido da Venezuela, que denuncia uma "escalada de agressões" por parte dos Estados Unidos devido a um massivo desdobramento militar americano no Caribe. O governo de Nicolás Maduro alertou que as ações de Washington poderiam configurar um "ataque armado em um muito curto prazo".
O embaixador venezuelano na ONU, Samuel Moncada, declarou perante o Conselho que as ações e a retórica belicista do governo dos EUA indicam que "estamos diante de uma situação em que é racional pensar que, em um prazo muito curto, será executado um ataque armado contra a Venezuela". Ele pediu ao órgão que determinasse a existência de uma ameaça à paz e adotasse medidas para evitar uma catástrofe regional.
Os Estados Unidos, representados pelo conselheiro político John Kelley, defenderam a operação militar como uma ação necessária para "enfrentar e erradicar estes cárteles de drogas, sem importar de onde operem". Kelley reiterou que o governo Trump não reconhece Maduro e o acusa de ser o líder do "Cártel de los Soles", uma organização narcoterrorista.
A reunião evidenciou a divisão no cenário internacional:
O desfecho do conflito no Conselho de Segurança é incerto. A possibilidade de uma resolução contra os Estados Unidos é considerada remota devido ao seu poder de veto no órgão, juntamente com o de outras potências como Rússia e China, que frequentemente bloqueiam ações umas das outras. A reunião de emergência, por si só, já foi considerada um evento incomum, por focar na conduta de um membro permanente do Conselho.
Com informações de: AP News, CartaCapital, CNN, CNN Espanhol, CBN, DW, El País, New York Times. ■