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Em uma demonstração anual de isolamento diplomático, os Estados Unidos e Israel voltaram a ser os únicos países a votarem contra uma resolução da Assembleia Geral da ONU que pede o fim do embargo econômico, comercial e financeiro contra Cuba, vigente desde 1960. A votação, que já é uma tradição há décadas, resultou em 187 votos a favor da resolução, com apenas dois votos contrários e uma abstenção.
O resultado reflete o mesmo padrão de anos anteriores, onde a comunidade internacional se une para reprovar a política norte-americana. Em 2023, a abstenção foi da Ucrânia, enquanto em 2024, foi a Moldávia que se absteve.
Durante o debate, o Chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, apresentou os estragos da medida, classificando-a como um "ato de guerra econômica em tempos de paz". Ele detalhou que o bloqueio impede a compra de alimentos, medicamentos, equipamentos médicos e peças de reposição, forçando o país a adquirir produtos a preços exorbitantes por meio de intermediários .
Em resposta, o representante dos Estados Unidos, Paul Folmsbee, defendeu que as sanções são "um conjunto de ferramentas" para pressionar Cuba a promover a democracia e o respeito aos direitos humanos . Ele reafirmou o apoio dos EUA ao povo cubano, mas manteve a posição contrária à resolução.
O embargo dos EUA a Cuba é a sanção econômica mais longa da história moderna . Iniciado formalmente em 1960, como retaliação às nacionalizações de propriedades de empresas e cidadãos norte-americanos após a Revolução Cubana, o bloqueio foi sendo endurecido ao longo das décadas por meio de leis como a Helms-Burton de 1996.
Embora as resoluções da Assembleia Geral da ONU tenham caráter não vinculante — ou seja, não possam revogar leis norte-americanas —, elas funcionam como um termostato da opinião internacional, mostrando a rejeição quase universal a essa política .
De acordo com o governo cubano, os prejuízos acumulados em mais de seis décadas de embargo ultrapassam a casa dos US$ 159 bilhões. Apenas no período de março de 2022 a fevereiro de 2023, as perdas foram estimadas em cerca de US$ 4,87 bilhões. Entre os setores mais afetados estão:
Enquanto isso, a população segue sofrendo as consequências de uma disputa política que já dura seis décadas, com mais de 80% dos cubanos tendo nascido e vivido toda a sua vida sob o embargo.
Com informações de: AP News, Cartacapital.com.br, Crisis Group, Expresso, News.un.org, Noticias.uol.com.br, Press.un.org, Wikipedia.org ■