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Em uma declaração direta na quinta-feira (25), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que não permitirá que Israel anexe a Cisjordânia, território palestino ocupado por Israel desde 1967. A afirmação foi feita a repórteres no Salão Oval da Casa Branca e marca um posicionamento público raro contra uma proposta defendida por setores de direita do governo israelense.
"Não permitirei que Israel anexe a Cisjordânia. Não, não permitirei. Isso não vai acontecer", afirmou Trump, acrescentando que já havia sido o suficiente e que "é hora de parar agora". O presidente confirmou ter discutido o assunto com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que se preparava para discursar na Assembleia Geral da ONU em Nova York.
A declaração de Trump ocorre em um momento de tensão diplomática. Na terça-feira (23), durante a Assembleia Geral da ONU, o presidente americano se reuniu com lÃderes de nações árabes e muçulmanas, incluindo Arábia Saudita, Catar, Egito e Jordânia. Esses lÃderes alertaram Trump sobre as graves consequências de uma anexação israelense, argumentando que a medida poderia levar ao colapso dos Acordos de Abraão – iniciativa de normalização de relações entre Israel e paÃses árabes que foi uma marca da primeira gestão Trump.
Além disso, uma série de paÃses aliados dos EUA, como Reino Unido, França, Canadá e Austrália, reconheceram formalmente o Estado da Palestina naquela semana, em uma tentativa de preservar a solução de dois estados. Em resposta a essas decisões, polÃticos ultranacionalistas da coalizão de governo de Netanyahu pressionavam por uma anexação como forma de retaliar e enterrar de vez a possibilidade de um Estado palestino.
Paralelamente, a administração Trump apresentou um plano de 21 pontos para a paz no Oriente Médio. Embora detalhes não tenham sido totalmente divulgados, Trump sugeriu que um acordo para Gaza poderia estar próximo, citando "conversas muito boas" com lÃderes da região e com Netanyahu.
Analistas, no entanto, questionam se Trump manterá essa posição, dada sua histórica aliança com Israel e a natureza volátil de suas declarações. A questão também coloca Netanyahu em uma situação delicada, sob pressão internacional de um lado e da base de direita que sustenta seu governo de outro.
Com informações de: Al Jazeera, Associated Press, BBC, CNN, CNN Brasil, The Guardian, NHK, NBC News, Politico, Reuters. ■