Siga nossas redes sociais | ![]() | Siga nossos canais |
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, discursou nesta sexta-feira (26) na Assembleia Geral da ONU em um ambiente de tensão e isolamento diplomático. Ele classificou as recentes decisões de nações ocidentais de reconhecerem um Estado palestino como um "prêmio desastroso para o terrorismo" e afirmou que tal Estado "não acontecerá".
O discurso foi precedido por um boicote massivo. Dezenas de delegados de vários paÃses deixaram o plenário assim que Netanyahu iniciou sua fala, em um protesto silencioso contra a polÃtica israelense . A delegação dos Estados Unidos, principal aliada de Israel, permaneceu no local.
O caminho até a tribuna da ONU já demonstrava a pressão internacional sobre o lÃder israelense. Para chegar a Nova York, o avião oficial de Netanyahu, o "Wing of Zion", tomou uma rota incomum e mais longa, evitando sobrevoar a França e a Espanha. O trajeto, que normalmente passa pela Europa continental, foi desviado para o sul, sobre o Estreito de Gibraltar, acrescentando cerca de duas horas ao tempo de voo.
A manobra é vista como uma tentativa de evitar uma situação de emergência que forçasse um pouso em paÃses que são signatários do Estatuto de Roma, tratado que criou o Tribunal Penal Internacional (TPI). Tanto a França quanto a Espanha são membros do TPI, que emitiu um mandado de prisão contra Netanyahu por alegados crimes de guerra e contra a humanidade cometidos durante a guerra em Gaza . As acusações incluem usar a fome como método de guerra e ataques intencionais contra civis.
No palanque da ONU, Netanyahu foi enfático ao rejeitar a onda de reconhecimentos à Palestina, que incluiu recentemente Reino Unido, França, Canadá e Austrália. Ele defendeu as ações militares de Israel em Gaza como necessárias para eliminar o Hamas e garantir a segurança do paÃs . Como parte de uma ação de diplomacia pública, o governo israelense transmitiu o discurso ao vivo através de alto-falantes posicionados na fronteira com Gaza.
As declarações de Netanyahu ocorrem em um momento de crescente pressão global. Atualmente, 157 dos 193 paÃses membros da ONU já reconhecem o Estado da Palestina, o que representa mais de 80% da comunidade internacional.
Com informações de: PBS, Al Jazeera, ABC News, NBC News, New York Post, CNN, New York Times, Amnesty International. ■