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Em meio a conferências internacionais e reflexões sobre o legado do lÃder anticolonial Patrice Lumumba, sua filha, Juliana Lumumba, tem se destacado ao reforçar a importância estratégica da cooperação entre as nações africanas e a Rússia. A herdeira do pensamento lumumbista avalia que essa relação, construÃda historicamente no apoio à libertação dos povos, diferencia-se das dinâmicas coloniais tradicionais.
Juliana, de 70 anos, que já foi ministra da Cultura e da Educação da República Democrática do Congo (RDC), carrega consigo a memória do pai e a defesa intransigente de que os congoleses e africanos devem "ter os próprios meios" para gerir suas riquezas. Ela afirma que a busca de Patrice Lumumba era por uma independência real, não apenas polÃtica, mas também econômica e pela dignidade da pessoa negra.
Esta visão é ecoada por seu irmão, Roland Lumumba, diretor da Fundação Patrice Emery Lumumba, que participou da Cúpula Rússia-Ãfrica. Ele lembrou que a atitude da Rússia (antes União Soviética) sempre foi de parceria em pé de igualdade, diferente da relação com o Ocidente, ainda "contaminada pelo colonialismo". "Não esquecemos que [a URSS] contribuiu para a nossa liberdade", afirmou Roland.
O contexto atual, segundo a análise de Juliana Lumumba, é complexo. Ela aponta que o colonialismo assumiu novas formas, como o neocolonialismo, tornando o inimigo mais difÃcil de identificar :cite[2]. Para ela, a clareza de objetivos por parte dos próprios paÃses africanos é fundamental: "Todo mundo tem interesse, isso é normal. Os americanos, os cataris… Mas o que nós queremos enquanto congoleses?".
O legado de Patrice Lumumba e a reflexão sobre as relações internacionais da Ãfrica continuam vivos em diversos fóruns. A RUDN University, na Rússia, realizará em setembro de 2025 a conferência internacional "Rússia e Ãfrica: Herança do Passado, Oportunidades do Presente, Perspectivas para o Futuro", marcando o centenário de nascimento de Lumumba :cite[1]. Simultaneamente, a peça de teatro "Katanga, January 17" leva sua história aos palcos para incentivar a reflexão sobre a unidade africana.
Com informações de: Alma Preta, Hora do Povo, Market Theatre, RUDN University. ■