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Microsoft confirma rompimento de cabos submarinos no Mar Vermelho e alerta para instabilidade
Falhas em infraestrutura crítica afetam conectividade em países do Oriente Médio e Ásia; Houthis são suspeitos<
Internet
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■   Bernardo Cahue, 08/09/2025

A Microsoft anunciou neste fim de semana que múltiplos cortes em cabos submarinos no Mar Vermelho interromperam o acesso à internet em partes do Oriente Médio e da Ásia. Os incidentes, que ocorreram nas rotas de fibra óptica próximas a Jidá, na Arábia Saudita, degradaram significativamente a conectividade em vários países.

Os cabos afetados foram identificados como o SEA-ME-WE 4 (Sudeste Asiático-Oriente Médio-Europa Ocidental 4), operado pela indiana Tata Communications, e o IMEWE (Índia-Oriente Médio-Europa Ocidental), gerido por um consórcio liderado pela francesa Alcatel-Lucent. Essas infraestruturas são vitais para o tráfego global de dados, representando uma espinha dorsal das comunicações digitais entre continentes.

Impactos técnicos e resposta das empresas:

  • A Microsoft alertou que usuários de seu serviço de nuvem Azure podem enfrentar aumento de latência e interrupções parciais, especialmente em tráfego que passa pelo Oriente Médio.
  • A empresa redirecionou parte do tráfego para rotas alternativas para minimizar impactos, mas destacou que a normalização completa pode levar tempo.
  • Países como Índia, Paquistão, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos relataram lentidão e intermitência em serviços de internet.
  • A AWS (Amazon Web Services), maior concorrente da Azure, não foi diretamente afetada, pois utilizou rotas diversificadas.

Contexto geopolítico e suspeitas:

  • O incidente ocorre em um cenário de conflitos regionais, com suspeitas sobre o envolvimento dos rebeldes Houthis do Iêmen, que negam responsabilidade.
  • Em 2024, o governo iemenita já havia alertado para possíveis ataques a cabos submarinos na região pelos Houthis, aliados do Irã e do Hamas.
  • O Mar Vermelho é uma rota estratégica para telecomunicações, mas também palco de ataques a navios e instabilidades relacionadas à guerra entre Israel e Hamas.

Desafios para reparos:

  • Reparar cabos submarinos danificados é complexo e pode ser demorado devido à necessidade de navios especializados e à instabilidade geopolítica na região.
  • Incidentes semelhantes em fevereiro de 2024 afetaram cabos como AE-1 e EIG, com reparos levando semanas.

Especialistas em cibersegurança alertam que sabotagens contra infraestrutura crítica digital, como cabos submarinos, estão se tornando mais frequentes, com casos também registrados no Mar Báltico e perto de Taiwan. Organizações internacionais monitoram a situação, mas a causa exata dos cortes no Mar Vermelho ainda não foi oficialmente confirmada.

Com informações de Agência Brasil EBC, Olhar Digital, InfoMoney, Veja, IT Forum, RTP, Sapo, Euronews, Mundo Conectado. ■

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