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Trump descarta tropas americanas na Ucrânia
Líderes russos rejeitam presença da OTAN e propõem solução multilateral com nações não alinhadas
Internacional
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■   Bernardo Cahue, 24/08/2025

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou publicamente que não enviará tropas terrestres americanas para qualquer missão de paz na Ucrânia, mesmo como parte de um acordo de segurança pós-conflito. Em entrevista à Fox News, Trump garantiu: "Têm a minha garantia, e eu sou o presidente", destacando que a Europa deverá assumir a liderança nas garantias de segurança, enquanto os EUA forneceriam apenas apoio aéreo.

Esta posição representa uma reversão em relação às declarações iniciais da Casa Branca, que não haviam descartado completamente o envio de tropas durante reuniões com líderes europeus e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Trump justificou a decisão afirmando: "Só estou a tentar evitar que pessoas sejam mortas".

Do lado russo, o presidente Vladimir Putin respondeu com exigências específicas para qualquer acordo de paz:

  • Rejeição de tropas da OTAN: Moscou descartou categoricamente a presença de forças militares da aliança ocidental no território ucraniano.
  • Força de paz da ONU: A Rússia exige que qualquer operação de paz seja conduzida sob mandato das Nações Unidas.
  • Inclusão de Brasil e China: Putin defende que nações não europeias, particularmente Brasil e China, integrem a força de pacificação para garantir neutralidade.

Esta abordagem russa alinha-se com a proposta de paz conjunta sino-brasileira, que ganhou força recentemente durante a Cúpula dos BRICS. O plano inclui:

  1. Cessar-fogo com congelamento da linha de frente atual
  2. Aumento da ajuda humanitária
  3. Criação de um "clube de paz" para mediação multilateral

Analistas políticos sugerem que a Rússia vê com simpatia esta proposta porque "não pede a retirada dos invasores do território da Ucrânia", legitimando o controle russo sobre cerca de 20% do território ucraniano.

O Kremlin já sinalizou abertura para discussões, com Putin afirmando que sua reunião com Trump no Alasca foi "muito útil" e que abordou "a eliminação das causas iniciais" do conflito. No entanto, permanecem divergências fundamentais sobre o formato das negociações, com Zelensky rejeitando encontros em Moscou e insistindo em mediação internacional.

Enquanto isso, a postura americana continua a gerar incerteza entre aliados europeus. Um diplomata da OTAN resumiu: "Finalmente, quem estará no terreno somos nós, europeus. Os EUA não se comprometeram plenamente".

Com informações de: DW, RFI, O Globo, Gazeta do Povo, Central News Agency (CNA), Storm Media, Euronews, CNN Brasil, NHK World

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