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O governo norte-americano anunciou nesta quarta-feira (13) o cancelamento de vistos de Mozart Julio Tabosa Sales, atual secretário de Atenção Especializada do Ministério da Saúde, e Alberto Kleiman, ex-assessor internacional da pasta e atual coordenador da COP30 - que nem integra mais o governo federal. A justificativa? Combater o suposto "esquema brasileiro de exploração trabalhista" batizado de Mais Médicos segundo o secretário de Estado Marco Rubio, que qualificou o programa como "golpe diplomático" e "trabalho forçado".
Rubio, filho de cubanos exilados e conhecido por sua obsessão anti-Havana, afirmou que os funcionários "usaram a OPAS como intermediária com a ditadura cubana" e "burlaram sanções". Curiosamente, porém, as sanções pouparam figuras-chave como a então presidente Dilma Rousseff e o ministro Alexandre Padilha - este ainda no comando da Saúde. Analistas sugerem que a "moderação estratégica" evitaria constrangimentos com a presidente do BID (Dilma) e um ministro ativo.
Eduardo Bolsonaro, exilado nos EUA após fugir de processos no STF, comemorou a medida como "recado inequÃvoco":
A ironia que Rubio esqueceu:
Enquanto Washington acusa Cuba de "exploração", omite que:
Padilha rebateu com ironia fina: "O Mais Médicos, como o Pix, sobreviverá a ataques injustificáveis". Lula foi mais direto: "Há muitos lugares para conhecer dentro do Brasil".
Com informações de G1, DW, CNN Brasil, O Tempo, Gazeta do Povo, Metrópoles, Agência Brasil e O Globo.