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Putin e Lula alinham posições sobre sanções dos EUA e Guerra na Ucrânia
Em conversa de 40 minutos, líderes discutiram resposta do BRICS a tarifas americanas e estratégias para conflito ucraniano, com Putin buscando apoio antes de reunião no Alasca
Internacional
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■   Bernardo Cahue, 10/08/2025

O presidente russo, Vladimir Putin, e o brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, mantiveram uma conversa telefônica neste sábado, 9 de agosto, marcada por alinhamentos estratégicos em meio a tensões geopolíticas. O diálogo de 40 minutos, iniciado por Putin, abordou três eixos centrais: as sanções comerciais impostas pelos Estados Unidos, os esforços de paz na Ucrânia e a preparação para o encontro entre Putin e o presidente americano Donald Trump no Alasca em 15 de agosto.

Sanções Comerciais e Resposta do BRICS

Um dos temas dominantes foi a ameaça de tarifas dos EUA contra economias emergentes. Lula busca articular uma resposta conjunta do bloco BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) às seguintes medidas americanas:

  • Imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, justificadas por Trump como retaliação a uma suposta "caça às bruxas" contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
  • Ameaça de tarifas adicionais de 10% a todos os membros do BRICS, anunciadas durante a cúpula do grupo no Rio de Janeiro em julho.

Putin e Lula reafirmaram o compromisso de fortalecer a cooperação no BRICS como contrapeso a essas políticas, com o Kremlin destacando o aprofundamento da "parceria estratégica" bilateral.

Guerra na Ucrânia e o Encontro no Alasca

Putin apresentou detalhes sobre:

  • Suas negociações com o enviado americano Steve Witkoff.
  • Os avanços nos "recentes esforços de paz" entre Rússia e Ucrânia.

Lula expressou apoio a iniciativas diplomáticas para resolver o conflito, embora o diálogo ocorra em um contexto de alerta do presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, de que acordos sem a participação de Kiev seriam "natimortos". O telefonema integra uma série de consultas de Putin com líderes do BRICS, da Ásia Central e da Europa para alinhar posições antes do encontro com Trump, onde a proposta de um "swap territorial" entre Rússia e Ucrânia será discutida – ideia rejeitada por Kiev.

Contexto Geopolítico Ampliado

A ligação reforça a postura anti-Trump de Lula, que se recusou a "humilhar-se" ligando para a Casa Branca após as tarifas, e a estratégia russa de consolidar alianças antes de negociar sob pressão. Trump ameaçou penalizar a Rússia e seus parceiros comerciais caso não haja progresso na Ucrânia, criando um cenário onde Brasil e Rússia veem interesse mútuo em resistir à pressão econômica americana.

Com informações de: Reuters, Yahoo News, U.S. News & World Report, Bloomberg, Anadolu Agency, Global Times, BBC, Times of India, GZERO Media, Deutsche Welle

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