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O presidente russo, Vladimir Putin, e o brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, mantiveram uma conversa telefônica neste sábado, 9 de agosto, marcada por alinhamentos estratégicos em meio a tensões geopolÃticas. O diálogo de 40 minutos, iniciado por Putin, abordou três eixos centrais: as sanções comerciais impostas pelos Estados Unidos, os esforços de paz na Ucrânia e a preparação para o encontro entre Putin e o presidente americano Donald Trump no Alasca em 15 de agosto.
Sanções Comerciais e Resposta do BRICS
Um dos temas dominantes foi a ameaça de tarifas dos EUA contra economias emergentes. Lula busca articular uma resposta conjunta do bloco BRICS (Brasil, Rússia, Ãndia, China e Ãfrica do Sul) à s seguintes medidas americanas:
Putin e Lula reafirmaram o compromisso de fortalecer a cooperação no BRICS como contrapeso a essas polÃticas, com o Kremlin destacando o aprofundamento da "parceria estratégica" bilateral.
Guerra na Ucrânia e o Encontro no Alasca
Putin apresentou detalhes sobre:
Lula expressou apoio a iniciativas diplomáticas para resolver o conflito, embora o diálogo ocorra em um contexto de alerta do presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, de que acordos sem a participação de Kiev seriam "natimortos". O telefonema integra uma série de consultas de Putin com lÃderes do BRICS, da Ãsia Central e da Europa para alinhar posições antes do encontro com Trump, onde a proposta de um "swap territorial" entre Rússia e Ucrânia será discutida – ideia rejeitada por Kiev.
Contexto GeopolÃtico Ampliado
A ligação reforça a postura anti-Trump de Lula, que se recusou a "humilhar-se" ligando para a Casa Branca após as tarifas, e a estratégia russa de consolidar alianças antes de negociar sob pressão. Trump ameaçou penalizar a Rússia e seus parceiros comerciais caso não haja progresso na Ucrânia, criando um cenário onde Brasil e Rússia veem interesse mútuo em resistir à pressão econômica americana.
Com informações de: Reuters, Yahoo News, U.S. News & World Report, Bloomberg, Anadolu Agency, Global Times, BBC, Times of India, GZERO Media, Deutsche Welle
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