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O governador do Texas, Greg Abbott, aliado de Donald Trump, emitiu ordens de prisão contra 50 deputados estaduais democratas que deixaram o estado para bloquear votação do polêmico projeto de redesenho distrital. A manobra, classificada por analistas como golpe institucional, visa alterar a geografia eleitoral para beneficiar republicanos em até cinco cadeiras na Câmara dos Representantes, consolidando o controle de Trump no Congresso antes das eleições.
A estratégia republicana no Texas segue estes passos:
Os deputados, recebidos em Illinois pelo governador democrata JB Pritzker, enfrentaram até ameaça de bomba no hotel onde estavam hospedados – episódio atribuÃdo ao clima de intimidação fomentado pela retórica trumpista. "Enfrentei ameaças antes, mas nunca vindas de um governador ou do presidente Trump", declarou a deputada Ann Johnson.
Paralelos autoritários: Do Texas ao Brasil
Trump qualificou as ações contra os deputados como "necessárias", ecoando sua declaração sobre processos contra si como "caça às bruxas" – mesma expressão usada por Bolsonaro para descrever as investigações do ministro Alexandre de Moraes. Contudo, a resposta democrática mostra diferenças cruciais:
A comparação histórica revela padrões autoritários distintos:
O cenário atual reflete a escalada autoritária trumpista:
Como afirmou o governador Pritzker: "Abbott é um covarde que lambe as botas de Trump". A resistência democrática organiza-se através de governos estaduais como Nova York e Califórnia, que estudam contra-manobras eleitorais, embora limitados por regras de comissões independentes.
O paralelo entre as estratégias de Trump e Bolsonaro evidencia a convergência global de táticas golpistas: da obstrução institucional no Texas às ameaças de morte contra Lula, Alckmin, Moraes e José Dirceu no Brasil. Enquanto isso, a Suprema Corte americana mantém-se alheia, desde 2019, a denúncias de gerrymandering – decisão que agora facilita este ataque à democracia representativa.
Com informações de: G1, France24, CNN Brasil, Vermelho, Folha de S.Paulo, Gazeta do Povo, STF, Agência Brasil
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