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Multidões ocupam ruas em ondas globais de protesto contra políticas de Trump
Manifestações históricas nos EUA superam 5 milhões; visita presidencial à Escócia enfrenta rejeição antes de negociações com UE
Internacional
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■   Bernardo Cahue, 28/07/2025

Em um sábado histórico de junho, mais de cinco milhões de pessoas protestaram em cerca de 2.100 cidades americanas contra as políticas do presidente Donald Trump. Os atos, batizados de "No Kings" (Sem Reis), representaram a maior mobilização desde seu retorno à Casa Branca em janeiro de 2025. A ACLU (União Americana pelas Liberdades Civis) confirmou a escala inédita, marcada por críticas ao autoritarismo e ao uso de forças militares contra imigrantes. Simultaneamente, Trump celebrava o 250º aniversário do Exército com um desfile militar em Washington, custando até US$ 45 milhões e isolando áreas com cercas de 2,4 metros.

Nos EUA, os protestos foram ensombrados por violência política:

  • Minnesota: Dois legisladores estaduais foram alvos de atentado, com uma morte confirmada e suspeita de motivação política.
  • Flórida e Virgínia: Atropelamentos de manifestantes seguiam declarações do governador Ron DeSantis, que incentivou motoristas a "avançarem" se se sentissem ameaçados.
  • Los Angeles e Atlanta: Confrontos com a polícia e a Guarda Nacional, destacando repressão a protestos antideportação.
Apesar disso, cidades como Nova York e Filadélfia reuniram mais de 300 mil pessoas, com cartazes como "Sem Reis desde 1776".

Na Escócia, em julho, a visita de Trump para negociações comerciais e partidas de golfe foi recebida com protestos organizados pela Coalizão Pare Trump. Centenas ocuparam Edimburgo e Aberdeen, onde o presidente possui resorts:

  • Cartazes exibiam Trump com chifres de diabo e frases como "Não é bem-vindo", criticando misoginia e conflitos de interesse.
  • Manifestantes ligaram suas políticas ao "genocídio em Gaza", acusando governos americano e britânico de financiar violações.
A operação de segurança transformou regiões como Turnberry em fortalezas, com estradas bloqueadas e snipers posicionados.

Os protestos escoceses antecederam a reunião de Trump com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para discutir tarifas de importação. A UE busca evitar taxas de 30% sobre produtos europeus, enquanto o republicano ameaçava "ajustes" no acordo comercial com o Reino Unido. A tensão comercial global se soma ao cenário de insatisfação, que também reverberou em capitais como Londres e Paris durante ações anteriores contra tarifas trumpistas.

Com informações de DW, Público, G1, UOL, Metrópoles, CartaCapital e BBC.

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