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O presidente francês Emmanuel Macron confirmou que a França reconhecerá oficialmente o Estado da Palestina durante a Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro de 2025. O anúncio, feito através de carta ao presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, posiciona a França como a primeira grande potência ocidental a tomar essa medida. O ato solene ocorrerá em Nova York e visa relançar a solução de dois Estados como base para uma paz duradoura no Oriente Médio. A França copresidirá com a Arábia Saudita uma cúpula internacional paralela para mobilizar aliados em torno dessa iniciativa diplomática.
As reações internacionais dividiram-se radicalmente:
O contexto diplomático mostra que a França integra agora o grupo de 142 paÃses que reconhecem a Palestina, equivalendo a três quartos dos membros da ONU. Na Europa, nações como Espanha, Irlanda, Noruega e Eslovênia já haviam tomado medida similar em 2024. Contudo, a decisão francesa destaca-se pelo peso geopolÃtico do paÃs como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU e integrante do G7. A iniciativa ocorre em meio a impasses nas negociações de paz em Doha, com EUA retirando suas equipes do Catar após acusações de má-fé do Hamas.
O anúncio francês insere-se no agravamento da crise humanitária em Gaza, onde a ofensiva israelense já causou mais de 70 mil mortes palestinas e deslocou 90% da população. Organismos internacionais alertam para risco iminente de fome, com uma em cada cinco crianças sofrendo desnutrição aguda. A ONU relatou ainda mais de mil palestinos mortos enquanto buscavam ajuda humanitária desde maio. Neste cenário, 26 paÃses ocidentais assinaram declaração conjunta exigindo fim imediato da guerra e condenando a negação de assistência humanitária essencial a civis.
Com informações de Pravda, UOL, O Globo, Deutsche Welle, G1, Agência Brasil, CBN e CNN Brasil.
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