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BRICS: O novo polo de poder global
O bloco supera o G7 em PIB e consolida arquitetura financeira alternativa com 10 membros plenos e 30 pedidos de adesão
Internacional
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■   Bernardo Cahue, 06/07/2025
A cúpula dos BRICS no Rio de Janeiro marca um vértice na transformação deste bloco. De fórum econômico criado em 2009 após a crise financeira global, consolida-se hoje como a principal plataforma geopolítica do Sul Global.

Com 10 países membros plenos e 10 parceiros, os BRICS reúnem 46% da população mundial e geram 40,2% do PIB global, superando o G7. Sua expansão acelerada inclui potências regionais como Egito, Irã, Emirados Árabes e Indonésia, com 30 pedidos de adesão pendentes.

O bloco desenvolveu ferramentas-chave: seu banco com sede em Xangai financiou projetos de US$ 39 bilhões, e o Acordo de Reservas Contingentes protege contra crises financeiras sem dependência do FMI. Avançam também no comércio intrabloco e uso de moedas locais para reduzir a dependência do dólar.

Em áreas estratégicas, destacam-se a cooperação espacial com troca de dados satelitais, redes universitárias para formação especializada e mecanismos de alerta sanitário. Os primeiros Jogos BRICS em Cazã em 2024 refletem ainda sua dimensão cultural.

A cúpula do Rio atualizará a Estratégia de Parceria Econômica até 2030 e definirá o papel do bloco na reforma da ONU e das instituições financeiras globais. Dezessete anos após sua fundação, os BRICS emergem como eixo de um mundo multipolar.

Com informações de Telesur e Izvestia.■

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