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Escalada Bélica: Israel sofre retaliações após ataques ao Irã
Consequências de ataques recíprocos incluem mortes, danos estratégicos e tensão regional, enquanto Gaza enfrenta crise humanitária
Internacional
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■   Bernardo Cahue, 15/06/2025
O Oriente Médio vive horas críticas após trocas de ataques entre Israel e Irã. Iniciada por um ataque preventivo israelense contra instalações nucleares iranianas na sexta-feira, a escalada resultou em dezenas de mortos, danos a infraestruturas estratégicas e respostas coordenadas que expuseram vulnerabilidades israelenses.

Na madrugada de domingo, o Irã lançou a Operação Promessa Verdadeira III, disparando mais de 150 mísseis balísticos e hipersônicos contra Israel. Alvos em Tel Aviv, Jerusalém, Haifa e Eilat foram atingidos, superando o sistema Domo de Ferro. Instalações energéticas, como a refinaria de Haifa, e o centro tecnológico Weizmann – considerado vital para a segurança israelense – sofreram impactos diretos. Autoridades de saúde israelenses confirmaram 11 mortos e mais de 200 feridos, com hospitários atendendo cerca de 500 colonos.

A ação iraniana foi uma resposta ao ataque israelense de sexta-feira, 13 de junho, que matou ao menos 128 pessoas no Irã, incluindo militares e cientistas nucleares, além de ferir 900. Instalações do Ministério da Defesa e centros de pesquisa nuclear em Isfahan e Teerã foram bombardeadas, com imagens mostrando edifícios destruídos e nuvens de fumaça. Israel justificou a operação como "preventiva" contra ameaças nucleares iranianas.

O conflito ganhou dimensão regional: o Iêmen juntou-se ao Irã, lançando mísseis hipersônicos contra "alvos sensíveis" em Tel Aviv. O tenente-general Yahya Sari, porta-voz do Exército iemenita, afirmou coordenação com Teerã e prometeu continuar os ataques até que Israel cesse sua ofensiva em Gaza. Enquanto isso, sirenes soaram em todo o norte de Israel, e colonos refugiaram-se em túneis superlotados.

Paralelamente, a crise humanitária em Gaza atinge níveis catastróficos. Neste domingo, o Ministério da Saúde de Gaza reportou 65 mortos em ataques israelenses, 26 deles em filas por ajuda humanitária. Bombardeios em Al-Sudaniyah, Al-Tuwam e Netzarim deixaram dezenas de feridos entre civis famintos. Desde maio, quando Israel transferiu a distribuição de alimentos para contratantes estadounidenses, 300 palestinos morreram e 2.649 foram feridos em pontos de entrega. Philippe Lazzarini, da ONU, alertou: o bloqueio transformou Gaza numa "trampa mortal", exigindo entrada irrestrita de ajuda para evitar fome em massa.

Com falhas no Domo de Ferro e danos a infraestruturas energéticas, Israel enfrenta uma retaliação sem precedentes. O Irã advertiu que represálias "continuarão mais ferozes" se novas agressões ocorrerem, ampliando o risco de uma guerra regional.

Com informações de Izvestia e teleSUR.■

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