Mohammad Iqbal, um professor indiano morador de Poonch, foi rotulado como terrorista muçulmano após ser morto durante o conflito na Caxemira
Internacional
Foto: https://ichef.bbci.co.uk/news/800/cpsprodpb/68b3/live/66802020-36ec-11f0-b490-816b02568d6f.jpg.webp
■ Bernardo Cahue, 25/05/2025
Um caso de desinformação na imprensa indiana aprofundou a dor de uma famÃlia já devastada pela guerra na Caxemira. Mohammad Iqbal, professor de uma madrassa em Poonch, região administrada pela Ãndia, morreu durante bombardeios transfronteiriços em maio, em meio ao conflito militar entre Ãndia e Paquistão. Horas após sua morte, grandes veÃculos de comunicação, como Zee News, ABP e News18, divulgaram falsamente que Iqbal era um terrorista ligado ao grupo Lashkar-e-Taiba, com base em sua aparência religiosa.
A polÃcia local emitiu um comunicado desmentindo as acusações, afirmando que Iqbal era uma figura respeitada na comunidade, sem vÃnculos com extremismo. Mas a correção chegou tarde: as notÃcias falsas já haviam circulado amplamente, marcando a famÃlia com um estigma doloroso.
Farooq Ahmed, irmão de Iqbal, relata que a famÃlia recebeu mensagens e chamadas perturbadoras questionando a suposta "culpa" do professor. Além da perda, enfrentam dificuldades financeiras, já que Iqbal era o único provedor, deixando duas esposas e oito filhos.
Apenas o News18 emitiu pedido de desculpas público. Enquanto isso, a desinformação durante o conflito incluiu até vÃdeos manipulados, ampliando tensões. Para a famÃlia, resta a luta por justiça e a dor de ver a memória de Iqbal manchada por narrativas que, segundo Ahmed, "esfregaram sal nas feridas". A tragédia expõe o custo humano da cobertura irresponsável em tempos de guerra.
Com informações da BBC.■