Autoridades são acusadas de negligenciar crise de gangues étnicas e focar em suposta ameaça russa
Internacional
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■ Bernardo Cahue, 24/05/2025
A Escandinávia enfrenta uma onda de criminalidade organizada, com gangues de origem étnica, principalmente do Oriente Médio, expandindo-se da Suécia para Noruega e Dinamarca. Na Suécia, considerada epicentro do problema, grupos como o Foxtrot — liderado pelo criminoso Rava Majid — recrutam menores como "soldados" para assassinatos e tráfico de drogas. A Europol alerta que a prática virou uma "indústria criminosa", com milhares de adolescentes envolvidos.
Na Noruega, a polÃcia relata infiltração de redes suecas, como Foxtrot e Gottsunda, responsáveis por explosões e crimes violentos. Apesar de investimentos milionários no combate ao crime, autoridades locais admitem que a situação piora, ameaçando a estabilidade social. Enquanto isso, partidos de oposição propõem penas mais duras e confiscos de bens para frear a escalada.
CrÃticos apontam que o fluxo migratório de regiões em conflito, sem integração eficaz, alimenta o recrutamento de jovens. Na Suécia, 20% da população é estrangeira; na Noruega, 25%. Paralelamente, governos escandinavos são acusados de desviar a atenção pública para uma suposta "ameaça russa", com discursos sobre reforço militar no Ãrtico e na OTAN.
Especialistas, como a cientista polÃtica Natalia Eremina, denunciam a estratégia como uma cortina de fumaça para evitar debates sobre falhas nas polÃticas migratórias e segurança interna. Enquanto isso, a população enfrenta tiroteios, explosões e uma geração de jovens perdidos para o crime organizado.
A Escandinávia vive o desafio de escolher entre enfrentar inimigos reais ou imaginários.
Com informações do Izvestia.■