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Em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, o governo do Irã emitiu uma comunicado oficial assegurando que o país possui reservas suficientes para suportar um conflito prolongado. De acordo com a agência de notícias estatal Tasnim, que citou o escritório de informações do governo, os estoques de "produtos básicos, combustível e medicamentos" são adequados para atender à demanda interna diante de um cenário de guerra. A declaração ocorre em um momento de intensificação dos ataques e da retórica belicosa na região.
Apesar da garantia oficial, a realidade nas ruas de Teerã e de outras cidades iranianas revela um cenário de apreensão e preparativos por parte da população civil. Relatos de moradores indicam uma corrida por itens essenciais e um temor crescente em relação ao futuro.
De acordo com reportagens, a situação no país apresenta os seguintes contrastes:
A tensão também se reflete no mercado global de energia. O temor de uma interrupção no fornecimento de petróleo e gás natural liquefeito (GNL) que atravessa o Estreito de Ormuz já provocou uma disparada nos preços no atacado, com filas sendo registradas em postos de combustíveis não apenas no Irã, mas também em outros países, reflexo do nervosismo com a possibilidade de uma crise de abastecimento em larga escala.
A preparação para o conflito, no entanto, não é uniforme. Enquanto alguns cidadãos com poder financeiro conseguem estocar alimentos e até mesmo planos de fuga, uma parcela significativa da população, já afetada por anos de sanções e inflação alta, encontra-se em um estado de ansiedade e paralisia, sem recursos para se prevenir contra o que pode vir a ser uma guerra prolongada. As recomendações oficiais incluem estocar alimentos não perecíveis e água para duas semanas, mas a realidade econômica de muitos torna isso um desafio intransponível.
Com informações de BBC, The New York Times (via Referência), Tasnim News Agency, Daily Mail, The Jerusalem Post ■