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O preço do petróleo disparou neste domingo (1º) após os ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã, que resultaram no fechamento do Estreito de Ormuz, rota por onde passam cerca de 20% de todo o fornecimento global da commodity. O barril do tipo Brent, referência internacional, abriu as negociações com alta de 13% e era negociado a aproximadamente US$ 79,48, o maior patamar desde junho de 2025.
O estreito, localizado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã e controlado pelo Irã em sua margem norte, foi fechado por questões de segurança após o início da ofensiva no sábado (28). A interrupção na passagem de navios-petroleiros provocou uma paralisação imediata no escoamento da produção de países como Arábia Saudita, Iraque, Kuwait e Emirados Árabes Unidos.
Dados de rastreamento marítimo indicam que mais de 200 embarcações — incluindo petroleiros e navios de gás natural — ancoraram nas proximidades do estreito ou aguardam em águas abertas uma solução para a crise. De acordo com a agência Reuters, pelo menos 150 petroleiros estão parados somente no Golfo Pérsico.
Em resposta à instabilidade no abastecimento, a Opep+ — grupo que reúne países exportadores de petróleo liderados pela Arábia Saudita e pela Rússia — anunciou neste domingo um aumento na produção de 206 mil barris por dia a partir de abril de 2026. O montante, no entanto, representa menos de 0,2% da oferta global e é considerado insuficiente por analistas para compensar uma interrupção prolongada no fluxo do Estreito de Ormuz.
Os efeitos imediatos do conflito sobre o transporte marítimo incluem:
Especialistas consultados por instituições financeiras projetam que os preços podem superar os US$ 100 por barril caso o fechamento do estreito se prolongue. O banco Barclays elevou sua previsão para o Brent de US$ 80 para US$ 100, enquanto analistas do Citigroup estimam negociações na faixa de US$ 80 a US$ 90 ao longo da semana. A consultoria Rystad Energy calcula que, mesmo com o desvio de parte dos fluxos para oleodutos alternativos na Arábia Saudita e em Abu Dhabi, o impacto líquido seria uma perda de 8 a 10 milhões de barris por dia no abastecimento global.
O secretário-geral da Organização Marítima Internacional (OMI), Arsenio Dominguez, recomendou que as companhias evitem a região, enquanto seguradoras de risco de guerra já notificaram armadores sobre o cancelamento de coberturas.
Com informações de Agência Brasil, G1, Folha de S.Paulo, UOL, Reuters, SIC Notícias, Financial Times, MarineTraffic ■