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Irã contradiz Trump e afirma que país não negociará com os EUA
Secretário do Conselho de Segurança iraniano desmente relatos da mídia e acusa presidente americano de sacrificar soldados por Israel
Oriente-Medio
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■   Bernardo Cahue, 02/03/2026

O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, declarou nesta segunda-feira (2) que o país "não negociará com os Estados Unidos". A afirmação, publicada em posts na rede social X, é uma resposta direta ao presidente norte-americano, Donald Trump, e a relatos da imprensa internacional que sugeriam uma disposição de Teerã para retomar o diálogo sobre seu programa nuclear.

Larijani classificou as ações de Trump na região como "fantasias delirantes" que mergulharam o Oriente Médio no caos. Em suas declarações, o secretário também criticou duramente a política externa dos EUA em relação a Israel:

  • Acusação de prioridade a Israel: Larijani afirmou que Trump transformou seu próprio slogan "America First" em "Israel First".
  • Sacrifício de soldados: O alto funcionário iraniano acusou o presidente americano de sacrificar soldados dos EUA em nome das ambições de Israel, mencionando especificamente as baixas norte-americanas no atual conflito.
  • Contexto de conflito: A declaração ocorre após uma campanha de ataques conjuntos dos EUA e Israel contra o Irã no fim de semana, que resultou na morte do líder supremo iraniano, Aiatolá Ali Khamenei, e de outros altos funcionários.

A recusa categórica de Larijani visa desmentir especificamente reportagens de veículos como o The Wall Street Journal e a Al Jazeera, que indicavam que o Irã teria feito novas investidas para retomar as conversas sobre o programa nuclear por meio de mediadores de Omã.

Em contrapartida, no domingo (1º), Trump havia sinalizado estar aberto ao diálogo com a nova liderança iraniana. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, também havia declarado recentemente que o país "sempre esteve aberto à diplomacia", criticando, no entanto, o momento dos ataques, que ocorreram em meio às negociações. As hostilidades continuam na região, com relatos de novos ataques e vítimas de ambos os lados.

Com informações de Armenpress, The Sun Nigeria, WION, Yeni ?afak, Al Arabiya English, The Boston Globe, Anadolu Ajans?, The Business Standard, Ukrainska Pravda, News18 ■

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