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EUA lançam nova onda de ataques contra o Irã e afirmam: 'regime foi avisado'
Centcom divulga vídeos de lançamento de mísseis e diz que ação é rápida e decisiva; tensão no Oriente Médio atinge novo patamar
Oriente-Medio
Foto: https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/020f/live/81653710-fc51-11f0-9aca-0d1869acdee8.jpg.webp
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■   Bernardo Cahue, 01/03/2026

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) anunciou, por meio de sua conta oficial na plataforma X (antigo Twitter), o início de uma nova e significativa onda de ataques militares contra alvos no Irã. A publicação, feita na tarde deste sábado, traz uma mensagem direta: "O regime iraniano foi avisado. Centcom está agora executando uma ação rápida e decisiva conforme ordenado". A postagem é acompanhada de uma série de vídeos que mostram o lançamento de mísseis a partir de posições americanas não especificadas.

De acordo com informações preliminares, os ataques teriam como alvo instalações militares e de infraestrutura ligadas à Guarda Revolucionária do Irã, embora o Centcom não tenha divulgado oficialmente a lista de alvos. Analistas apontam que a ação representa uma escalada significativa nas já tensas relações entre Washington e Teerã, que nos últimos meses trocaram ameaças e acusações sobre programas nuclear e de mísseis balísticos, além do apoio iraniano a grupos considerados terroristas pelos EUA na região.

Contexto da ofensiva
A decisão de lançar a nova onda de ataques ocorre após semanas de crescentes tensões. Entre os principais fatores que podem ter motivado a ação estão:

  • Inteligência sobre movimentações: Relatórios de inteligência indicariam que o Irã estaria transferindo mísseis de curto e médio alcance para bases próximas a fronteiras de países vizinhos, aumentando o alerta americano.
  • Retaliação a ataques anteriores: Grupos apoiados pelo Irã têm intensificado ataques contra forças dos EUA no Iraque e na Síria nos últimos meses, o que pode ter servido como gatilho para a resposta mais contundente.
  • Pressão política interna e externa: A administração Biden enfrenta críticas de setores mais conservadores por sua postura considerada branda em relação ao Irã, e a ação pode ser uma tentativa de mostrar força.

Reações imediatas
Até o momento, o governo do Irã não emitiu uma declaração oficial sobre os ataques, mas a imprensa estatal iraniana já noticia a ação americana, classificando-a como "uma agressão flagrante" e prometendo uma resposta "em local e tempo apropriados". Enquanto isso, países da região monitoram a situação com apreensão. A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, tradicionais rivais do Irã mas que buscam uma distensão nos últimos anos, emitiram notas pedindo moderação e evitando uma escalada que possa desestabilizar ainda mais o Oriente Médio.

Possíveis desdobramentos
Especialistas consultados avaliam que a ação americana pode ter consequências profundas:

  1. Resposta militar iraniana: O Irã pode retaliar diretamente ou por meio de seus proxies na região, como o Hezbollah no Líbano e as milícias no Iraque e Síria.
  2. Ameaça ao tráfego marítimo: Há o risco de o Irã tentar fechar ou dificultar a navegação no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
  3. Crise humanitária e de refugiados: Uma guerra aberta poderia deslocar populações civis em países vizinhos, como Iraque e Kuwait.
  4. Impacto no programa nuclear: Ataques a instalações nucleares iranianas, se ocorrerem, podem acelerar a busca de Teerã pela bomba atômica como dissuasão.

Os vídeos divulgados pelo Centcom, que mostram mísseis sendo lançados de navios e possivelmente de bases terrestres, não especificam os locais exatos dos disparos nem os alvos atingidos. No entanto, a qualidade das imagens e a rapidez na divulgação indicam uma tentativa de demonstrar poderio militar e dissuadir novas ações iranianas.

Enquanto isso, a comunidade internacional aguarda com expectativa os próximos capítulos desse conflito. A Rússia e a China, que mantêm relações comerciais e estratégicas com o Irã, pediram calma e uma solução diplomática, mas não anunciaram qualquer medida concreta até o momento.

Com informações de Reuters, Associated Press, Al Jazeera, The New York Times, BBC News, The Guardian, CNN International ■

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