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Irã ataca base dos EUA na Arábia Saudita e Riad ameaça responder à "agressão iraniana"
Ação da Guarda Revolucionária atinge Base Aérea Príncipe Sultan em meio a onda de mísseis contra aliados americanos no Golfo; conflito regional atinge nível não visto desde 1991
Oriente-Medio
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■   Bernardo Cahue, 28/02/2026

A Guarda Revolucionária do Irã lançou neste sábado (28/02/2026) ataques com mísseis balísticos e drones contra a Base Aérea Príncipe Sultan, instalação militar que abriga forças dos Estados Unidos na Arábia Saudita, como parte de uma operação de retaliação batizada de "Fateh Khyber" ou "True Promise 4" . A ação ocorreu poucas horas após os EUA e Israel darem início à "Operação Epic Fury" (nome americano) e "Rugido do Leão" (designação israelense), bombardeando alvos militares e de comando em território iraniano, incluindo áreas associadas à liderança do país .

A ofensiva iraniana não se limitou ao território saudita. De acordo com relatos oficiais e testemunhas, bases americanas em pelo menos seis países da região foram alvejadas, numa escala que analistas classificam como a maior desde a Operação Tempestade no Deserto, em 1991 . O Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita emitiu uma nota oficial classificando os ataques como "agressão iraniana flagrante e covarde" contra a região de Riade e a Província Oriental, afirmando que o reino "tomará todas as medidas necessárias para defender sua segurança e proteger seu território, incluindo a opção de responder à agressão" .

Fontes da Fox News citadas pela imprensa internacional indicam que a Casa de Saud teria comunicado aos EUA sua disposição de integrar as operações militares contra o Irã, após ter seus pedidos de não envolvimento no conflito ignorados por Teerã . Ainda segundo a emissora, um alto oficial americano teria afirmado que "os iranianos cometeram um grande erro ao atacar parceiros da coalizão árabe", sugerindo que estes países agora podem se juntar formalmente à ofensiva .

O impacto dos ataques foi sentido em diversas capitais da região:

  • Bahrein: O centro de serviços da Frota Quinta dos EUA, em Juffair, foi atingido, com imagens mostrando fumaça na área . Autoridades locais confirmaram o ataque .
  • Emirados Árabes Unidos: Explosões foram relatadas em Abu Dhabi e Dubai. A Base Aérea de Al Dhafra foi um dos alvos. O Ministério da Defesa local confirmou a morte de um civil devido à queda de destroços dos mísseis interceptados .
  • Catar: O sistema de defesa Patriot foi acionado para interceptar mísseis nas proximidades da Base Aérea de Al Udeid, a maior instalação militar americana no Oriente Médio . Autoridades cataris confirmaram a interceptação .
  • Kuwait: A Base Aérea Ali Al Salem foi atingida. O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, relatou "danos significativos à pista" da base, que também abriga tropas italianas .
  • Jordânia: Dois mísseis balísticos foram interceptados sobre o território jordaniano, com destroços caindo em 12 locais diferentes .
  • Iraque: Explosões foram ouvidas próximas ao consulado dos EUA em Erbil, no Curdistão iraquiano .

Em comunicado, a Guarda Revolucionária afirmou que alvejou "bases criminosas dos EUA em toda a região ocupada" e que esta foi apenas a "primeira onda" de uma resposta mais ampla . O órgão também reivindicou a destruição de um sistema de radar americano FP-132 no Catar, avaliado em US$ 1,1 bilhão, e afirmou que "não há linhas vermelhas" na resposta contra os interesses americanos e israelenses .

A escalada representa um colapso das negociações diplomáticas em curso sobre o programa nuclear iraniano. O vice-presidente iraniano para Assuntos Executivos, Mohammad Jafar Ghaem Panah, declarou que "os ataques traiçoeiros da América e da entidade sionista ocorreram durante as negociações" . Em resposta ao ataque generalizado, os países do Golfo fecharam seu espaço aéreo para voos civis e emitiram alertas para que a população civil permanecesse em abrigos . O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, convocou uma reunião de emergência do gabinete COBRA, enquanto o presidente francês, Emmanuel Macron, pediu uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU .

Com informações de Al Monitor, Alhurra, The New Arab, LBC, Kashmir Observer, NewsX, GTV News, NEO TV, PJ Media ■

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