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Sirenes e explosões em Doha, Dubai, Abu Dhabi e Tel Aviv
Ataques atingem desde bases americanas no Golfo até Tel Aviv após ação preventiva de EUA e Israel contra o Irã
Oriente-Medio
Foto: https://media.cnn.com/api/v1/images/stellar/prod/gettyimages-2263511195.jpg?c=original&q=w_1280,c_fill/f_avif
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■   Bernardo Cahue, 28/02/2026

Uma onda de explosões e sirenes varreu o Oriente Médio neste sábado (28) após o Irã lançar uma maciça operação de retaliação contra Israel e alvos dos Estados Unidos na região. Os ataques ocorrem horas após os EUA e Israel confirmarem uma ação militar conjunta preventiva em território iraniano, mirando posições de alto escalão. Relatos de jornalistas da AFP e da CNN no local confirmam um clima de pânico generalizado .

De acordo com a imprensa internacional, a resposta iraniana foi múltipla e coordenada. Na cidade de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, cinco explosões foram ouvidas por equipes da CNN, quatro delas descritas como muito fortes, com imagens mostrando fumaça perto do Porto de Jabal Ali, um hub logístico vital . Na capital Abu Dhabi, o Ministério da Defesa local confirmou ter interceptado uma "agressão flagrante" de mísseis balísticos iranianos, resultando na morte de uma pessoa e na suspensão do tráfego aéreo .

A abrangência dos ataques é detalhada abaixo:

  • Emirados Árabes Unidos: Explosões em Dubai e Abu Dhabi. O alvo confirmado em Abu Dhabi foi a Base Aérea de Al Dhafra, que abriga tropas americanas .
  • Catar: Explosões em Doha, com alvo na Base Aérea de Al Udeid, sede do Comando Central dos EUA (CENTCOM) . O Ministério da Defesa do Catar confirmou a interceptação de mísseis .
  • Bahrein: Explosões em Manama, com ataques diretos na área de Juffair, onde está sediada a Quinta Frota da Marinha dos EUA. Imagens mostram fumaça no local .
  • Israel: Sirenes e explosões em Tel Aviv e Jerusalém. O Exército israelense confirmou a ativação de sistemas de defesa aérea e alertou a população para que permaneça em abrigos .
  • Outros países: Relatos de explosões também foram confirmados na Arábia Saudita (Riad), Kuwait (Cidade do Kuwait) e Jordânia (Amã), ampliando a escala do conflito .

A cadeia de eventos começou na madrugada, quando o secretário de imprensa do Pentágono confirmou ataques "precisos" contra o Irã, uma ação que, segundo o primeiro-ministro israelense, foi "cuidadosamente planejada por meses" . O presidente Donald Trump, em sua plataforma Truth Social, descreveu a operação como "massiva e em andamento" e pediu que os iranianos "derrubem seu governo", defendendo uma mudança de regime . Em resposta, Teerã afirmou não haver "linhas vermelhas" e que todos os ativos americanos e israelenses na região são alvos legítimos .

As consequências imediatas já afetam a vida civil e a infraestrutura da região:

  1. Transporte Aéreo: Todos os voos nos aeroportos de Dubai (incluindo o movimentado DXB) foram suspensos por tempo indeterminado. Várias companhias aéreas globais cancelaram voos para Israel e os principais hubs do Golfo .
  2. Vítimas: Além da fatalidade confirmada em Abu Dhabi, a mídia estatal iraniana noticiou a morte de dezenas de pessoas em um ataque a uma escola no Irã, informação que ainda não pôde ser verificada de forma independente .
  3. Medidas de Segurança: Embaixadas, como a dos EUA no Catar e na Jordânia, emitiram ordens de recolhimento obrigatório para seus cidadãos, instruindo-os a ficarem em casa e longe de janelas e bases militares .

A comunidade internacional reagiu com cautela. A União Europeia pediu moderação, enquanto a Rússia alertou para o risco de desestabilização de toda a região. A Finlândia declarou que os EUA estão operando "fora do direito internacional tradicional" . O governo dos Emirados Árabes Unidos, um dos países diretamente atingidos, classificou o momento como "histórico e cheio de desafios", afirmando que a região falhou em garantir a estabilidade .

Com informações de CNN, The Straits Times, WION, Reuters, AFP,???, ????, People's Daily, ????, Times of Israel, Al Jazeera ■

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