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Netanyahu sugere morte de Khamenei em ataques e convoca iranianos a “terminar o trabalho” nas ruas
Em pronunciamento após ofensiva conjunta com os EUA, premiê israelense afirma haver “sinais crescentes” de que o líder supremo do Irã foi morto; Teerã desmente e diz que aiatolá está vivo. Ataques deixaram centenas de mortos e atingiram complexo de Khamenei
Oriente-Medio
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■   Bernardo Cahue, 28/02/2026

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, sugeriu neste sábado (28) que o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, foi morto durante os ataques coordenados entre Israel e Estados Unidos contra alvos iranianos. Em pronunciamento em vídeo, Netanyahu afirmou que há “muitos sinais” de que o ditador “não está mais entre nós” e pediu que a população iraniana vá às ruas para “finalizar o trabalho” e derrubar o regime.

“Esta manhã destruímos o complexo do tirano Khamenei. Há muitos sinais de que esse tirano não está mais. Eliminamos altos funcionários do regime dos aiatolás, comandantes da Guarda Revolucionária e figuras importantes do programa nuclear – e continuaremos”, declarou Netanyahu, segundo agências de notícias. O premiê classificou o momento como uma “oportunidade única em uma geração” para os iranianos se libertarem do que chamou de “jugo da tirania”.

As declarações ocorrem após uma grande operação militar conjunta entre Israel e Estados Unidos nas primeiras horas do dia, que atingiu pelo menos 24 províncias iranianas. De acordo com a Força Aérea israelense, cerca de 200 caças participaram do ataque, lançando centenas de munições contra aproximadamente 500 alvos, incluindo instalações de mísseis e sistemas de defesa. A Cruz Vermelha iraniana reportou mais de 200 mortos e 747 feridos em todo o país.

Dentre os alvos atingidos estava o complexo residencial e de trabalho do aiatolá Khamenei, em Teerã. Imagens de satélite analisadas pela imprensa internacional confirmaram danos significativos no local. Até o momento, no entanto, o governo iraniano não confirmou oficialmente a morte do líder supremo. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, concedeu entrevista à rede NBC e afirmou que “quase todos os altos funcionários estão sãos e salvos”, incluindo Khamenei, o presidente Masoud Pezeshkian e o chefe do Judiciário. Araghchi admitiu, contudo, que o Irã “pode ter perdido um ou dois comandantes”.

A contradição entre as versões acendeu um alerta na comunidade internacional. Enquanto Netanyahu insiste na tese de que o regime perdeu seu líder máximo, a tevê estatal iraniana Al-Alam chegou a anunciar que Khamenei discursaria à nação em poucos minutos, o que não se concretizou até o momento. O silêncio do aiatolá alimenta especulações sobre seu real estado de saúde e paradeiro.

O apelo de Netanyahu para que os iranianos tomem as ruas não é isolado. Nos últimos meses, à medida que protestos contra a crise econômica e o regime se intensificavam no Irã, lideranças israelenses e da oposição iraniana no exilio têm tentado capitalizar o descontentamento popular. Reza Pahlavi, príncipe herdeiro do extinto Xá, também se manifestou após os ataques, conclamando a população a se preparar para a “vitória final”.

Para especialistas, a estratégia de Israel é clara:

  • Desestabilizar o regime por dentro, incentivando a população a se levantar contra o governo.
  • Evidenciar a fragilidade da estrutura de defesa iraniana e a possível vulnerabilidade de sua cúpula.
  • Forçar uma reação de Teerã que possa isolar ainda mais o país diplomaticamente ou justificar novas intervenções.

Do lado iraniano, a resposta foi imediata e regional. Em retaliação, o Irã lançou ataques com mísseis balísticos contra países vizinhos que abrigam bases militares dos EUA. Explosões foram reportadas em Dubai (Emirados Árabes), Doha (Catar), Bahrein e Kuwait. No Catar, um míssil caiu em uma área residencial, levando o governo local a condenar o que chamou de “escalada inaceitável” e “violação flagrante da soberania”.

O presidente dos EUA, Donald Trump, que acompanhou a operação de sua residência na Flórida, também se dirigiu aos iranianos, afirmando que “a hora da liberdade chegou” e pedindo que o povo “tome conta do governo”. A postura da Casa Branca, no entanto, gerou reações mistas no cenário político doméstico americano:

  1. Democratas e parte dos republicanos
  2. Criticaram a falta de autorização do Congresso para uma operação dessa magnitude.
  3. Aliados de Trump, por outro lado, elogiaram a ação como necessária para conter o programa nuclear iraniano.

O Conselho de Segurança da ONU deve realizar uma reunião de emergência nas próximas horas para discutir a escalada do conflito.

Enquanto o mundo aguarda a confirmação oficial sobre o destino de Khamenei, as ruas do Irã permanecem em estado de alerta. As forças de segurança iranianas foram colocadas em prontidão máxima, e há relatos de que pelo menos três membros da paramilitar Basij foram mortos em ataques na província do Azerbaijão Ocidental. A possibilidade de um vácuo de poder, caso a morte do líder seja confirmada, acende um alerta sobre uma guerra civil ou uma disputa interna violenta pelo controle do país.

Com informações de Reuters, BBC News, WION, Sky News, The Times of Israel, The Intercept, Koha, Vijesti, L'Orient Today, i24NEWS ■

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