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Ofensiva iraniana atinge seis nações árabes e acende alerta na região
Liga Árabe convoca reunião de emergência após explosões e interceptações de mísseis; Teerã não comenta
Oriente-Medio
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■   Bernardo Cahue, 28/02/2026

A escalada militar iniciada na manhã de sábado (25) colocou o Oriente Médio em estado de alerta máximo. Os Estados árabes condenaram, em notas oficiais, os ataques promovidos pelo Irã que, segundo fontes militares, atingiram alvos em seis países da região. As ações incluíram disparos de mísseis balísticos e drones, parcialmente interceptados por sistemas de defesa locais, mas que ainda assim causaram explosões em áreas próximas a infraestruturas civis e militares.

De acordo com informações preliminares, as nações afetadas registraram danos materiais e vítimas civis, embora os governos evitem divulgar números oficiais até a conclusão dos resgates. A Liga Árabe classificou a ofensiva como "violação flagrante da soberania" e "ameaça à estabilidade regional". Os países envolvidos já iniciaram consultas no Conselho de Segurança da ONU, enquanto a comunidade internacional monitora os desdobramentos.

Países diretamente afetados:

  • Arábia Saudita: fragmentos de mísseis caíram na província de Tabuk, próximo à fronteira com a Jordânia.
  • Emirados Árabes Unidos: sistema de defesa Cúpula de Ferro interceptou alvos sobre Dubai e Abu Dhabi.
  • Iraque: explosões atingiram áreas próximas ao aeroporto de Erbil, no Curdistão iraquiano.
  • Jordânia: mísseis caíram em regiões desabitadas no norte do país.
  • Kuwait: alertas soaram na Cidade do Kuwait, sem vítimas.
  • Catar: base aérea de Al Udeid (que abriga forças dos EUA) foi alvo de tentativa de ataque, todos interceptados.

Contexto da escalada
Analistas apontam que a ofensiva está ligada às tensões acumuladas nas últimas semanas: o impasse nas negociações nucleares com as potências ocidentais, os ataques a comboios iranianos na Síria atribuídos a Israel e o apoio explícito do Irã a grupos como o Hezbollah e os houthis. Apesar de Teerã não reivindicar oficialmente a autoria, fontes de inteligência afirmam que os lançamentos partiram de bases no oeste iraniano e foram coordenados com milícias aliadas.

Reações internacionais

  1. Estados Unidos: condenaram os ataques e prometeram reforçar as defesas antiaéreas dos aliados no Golfo.
  2. União Europeia: pediu moderação e "retorno imediato à mesa de diálogo".
  3. Rússia: alertou para o risco de uma guerra regional e sugeriu mediação.
  4. China: expressou "profunda preocupação" e pediu respeito à soberania.

O secretário-geral da Liga Árabe, Ahmed Aboul Gheit, declarou que "a agressão iraniana não ficará sem resposta" e que os ministros das Relações Exteriores se reunirão nas próximas 48 horas no Cairo. Enquanto isso, as defesas aéreas dos países do Golfo permanecem em alerta máximo, e há rumores de que a Arábia Saudita já consultou os EUA sobre uma possível retaliação conjunta.

Com informações de Al Jazeera, BBC News, Reuters, Associated Press, The Guardian, Agência EFE ■

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