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Em pronunciamento televisionado na manhã desta quarta-feira, o porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) afirmou que “centenas de militares americanos e israelenses foram mortos” em uma operação de retaliação lançada pelo Irã contra posições estratégicas. Segundo o comunicado, os ataques teriam atingido bases na região do Curdistão iraquiano, além de alvos nos “territórios ocupados” (referindo-se a Israel).
A ação, batizada de “Verdadeira Promessa 2”, foi descrita como uma resposta direta ao bombardeio atribuído a Israel no último dia 1º de abril contra o consulado iraniano em Damasco, na Síria, que resultou na morte de sete oficiais da Guarda Revolucionária, incluindo dois generais de alta patente. “O regime sionista e seu aliado americano devem esperar mais surpresas”, declarou o comandante-geral da IRGC, general Hossein Salami, em tom de desafio.
Até o momento, fontes oficiais dos Estados Unidos e de Israel não confirmaram as baixas citadas pelos iranianos. O Pentágono limitou-se a dizer que “avalia as informações” e que o presidente foi briefado sobre a situação. Em Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu convocou uma reunião de emergência do Gabinete de Segurança, mas ainda não se pronunciou publicamente.
Especialistas ouvidos pela imprensa internacional destacam:
Enquanto isso, a comunidade internacional reagiu com cautela. A ONU, por meio de seu secretário-geral, António Guterres, pediu “máxima contenção” e alertou para as consequências de uma escalada. A União Europeia convocou reunião de emergência de seus chanceleres para discutir a crise. Já a Rússia e a China emitiram notas pedindo moderação e uma solução diplomática, mas também criticaram as ações anteriores de Israel na Síria.
Os principais desdobramentos nas últimas horas incluem:
Até o momento não há confirmação independente das alegações iranianas sobre as baixas. A imprensa internacional tenta verificar imagens de satélite e informações de inteligência que possam corroborar ou refutar os números divulgados pela Guarda Revolucionária.
Com informações de Reuters, Associated Press (AP), France Presse (AFP), Al Jazeera, The Jerusalem Post, BBC News, CNN International e Agência de Notícias da República Islâmica (IRNA)■