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GR iraniana anuncia “ampla resposta” e alega centenas de baixas entre americanos e israelenses
Comandante promete vingança por ataques atribuídos a Israel e EUA; comunidade internacional monitora escalada no Oriente Médio
Oriente-Medio
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■   Bernardo Cahue, 28/02/2026

Em pronunciamento televisionado na manhã desta quarta-feira, o porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) afirmou que “centenas de militares americanos e israelenses foram mortos” em uma operação de retaliação lançada pelo Irã contra posições estratégicas. Segundo o comunicado, os ataques teriam atingido bases na região do Curdistão iraquiano, além de alvos nos “territórios ocupados” (referindo-se a Israel).

A ação, batizada de “Verdadeira Promessa 2”, foi descrita como uma resposta direta ao bombardeio atribuído a Israel no último dia 1º de abril contra o consulado iraniano em Damasco, na Síria, que resultou na morte de sete oficiais da Guarda Revolucionária, incluindo dois generais de alta patente. “O regime sionista e seu aliado americano devem esperar mais surpresas”, declarou o comandante-geral da IRGC, general Hossein Salami, em tom de desafio.

Até o momento, fontes oficiais dos Estados Unidos e de Israel não confirmaram as baixas citadas pelos iranianos. O Pentágono limitou-se a dizer que “avalia as informações” e que o presidente foi briefado sobre a situação. Em Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu convocou uma reunião de emergência do Gabinete de Segurança, mas ainda não se pronunciou publicamente.

Especialistas ouvidos pela imprensa internacional destacam:

  • Tom beligerante: A retórica iraniana pode indicar uma tentativa de consolidar apoio interno e projetar força no mundo islâmico, especialmente após o incidente em Damasco.
  • Risco de expansão do conflito: Analistas temem que a resposta desproporcional anunciada por Teerã possa desencadear uma guerra regional aberta, envolvendo outros atores como o Hezbollah e as milícias xiitas no Iraque e Síria.
  • Desinformação e guerra psicológica: Historiadores lembram que declarações de baixas infladas são comuns em momentos de tensão, servindo tanto para propaganda interna quanto para pressionar adversários.

Enquanto isso, a comunidade internacional reagiu com cautela. A ONU, por meio de seu secretário-geral, António Guterres, pediu “máxima contenção” e alertou para as consequências de uma escalada. A União Europeia convocou reunião de emergência de seus chanceleres para discutir a crise. Já a Rússia e a China emitiram notas pedindo moderação e uma solução diplomática, mas também criticaram as ações anteriores de Israel na Síria.

Os principais desdobramentos nas últimas horas incluem:

  1. Fechamento do espaço aéreo: Irã e Iraque suspenderam temporariamente os voos civis sobre suas regiões ocidentais.
  2. Alerta de viagem: Vários países, incluindo França e Alemanha, recomendaram que seus cidadãos evitem viagens ao Oriente Médio.
  3. Mercado do petróleo: O preço do barril disparou mais de 5% nos mercados asiáticos, refletindo o temor de interrupções no fornecimento global.

Até o momento não há confirmação independente das alegações iranianas sobre as baixas. A imprensa internacional tenta verificar imagens de satélite e informações de inteligência que possam corroborar ou refutar os números divulgados pela Guarda Revolucionária.

Com informações de Reuters, Associated Press (AP), France Presse (AFP), Al Jazeera, The Jerusalem Post, BBC News, CNN International e Agência de Notícias da República Islâmica (IRNA)■

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