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A extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) para o Brasil deve ter uma definição nos próximos dias. A informação foi antecipada pelo advogado da parlamentar, que atua na defesa junto à Corte de Apelação de Roma. Na quarta-feira (10), a Justiça da Itália rejeitou por unanimidade o pedido da defesa para substituir os juízes responsáveis pelo caso. O recurso, apresentado sob alegação de "suspeição do colegiado", foi considerado protelatório pelos magistrados italianos.
Condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos e 5 meses de prisão pelos crimes de invasão de dispositivo informático e coordenação de atos antidemocráticos, Zambelli reside atualmente na Itália, onde possui cidadania. A defesa aposta no princípio do non bis in idem (impossibilidade de dupla punição pelo mesmo fato) e na ausência de tratado bilateral de extradição para países não membros da União Europeia – argumentos já rechaçados pela Procuradoria-Geral italiana.
Entenda o imbróglio jurídico:
Próximos passos
Carla Zambelli é a primeira mulher condenada pelo STF no âmbito dos inquéritos das fake news e milícias digitais. Caso a extradição seja deferida, a Interpol deverá emitir um alerta vermelho e a polícia italiana cumprirá a ordem de prisão para posterior embarque compulsório ao Brasil. Se negada, o governo brasileiro pode recorrer ao Ministério da Justiça italiano, que detém a palavra final em extradições, por critérios de soberania e ordem pública.
A família Zambelli, por meio de nota, afirma que a ex-deputada "confia na imparcialidade da Justiça italiana e em seu direito de não ser entregue a um país onde, segundo relatórios internacionais, há tensionamento institucional". Já o Ministério das Relações Exteriores do Brasil acompanha o caso por meio da embaixada em Roma e reitera a confiança nos termos do acordo de cooperação judiciária entre os dois países.
Com informações de: G1, UOL, Folha de S.Paulo, O Globo, ANSA, Reuters e CNN Brasil ■