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Com menos de cinco meses para o início da Copa do Mundo de 2026, que será sediada por Estados Unidos, Canadá e México entre 11 de junho e 19 de julho, a competição enfrenta sua maior crise política. Um movimento por boicote, alimentado por tensões geopolíticas e por preocupações com direitos humanos, ganha força na Europa, envolvendo políticos, federações de futebol e milhares de torcedores.
Os motivos para o protesto convergem de duas frentes principais:
A reação europeia começa a se organizar em múltiplos níveis. Na semana passada, representantes de 20 federações europeias discutiram uma resposta conjunta às ações de Trump em uma reunião em Budapeste. Apesar de nenhuma federação ter adotado oficialmente o boicote, vozes influentes se manifestaram:
A FIFA se encontra em uma posição delicada. Seu presidente, Gianni Infantino, cultivou laços próximos com Trump, a quem concedeu um polêmico "prêmio da paz" no final de 2025. A entidade se recusou a comentar moções de boicote e insiste em sua neutralidade política, mas é acusada de hipocrisia por ter banido a Rússia de competições após a invasão da Ucrânia, enquanto se cala diante das ações americanas. O ex-presidente da FIFA, Joseph Blatter, agravou a crise ao endossar publicamente um chamado para que os torcedores "fiquem longe dos EUA".
Analistas traçam um paralelo histórico sombrio com os Jogos Olímpicos de Berlim em 1936, que serviram como ferramenta de propaganda para o regime nazista. A pergunta que paira é se o futebol europeu repetirá o erro de legitimar, através do esporte, políticas consideradas autoritárias. No entanto, boicotes totais a Copas do Mundo são praticamente inéditos na história, e a força econômica e esportiva do evento torna qualquer decisão extrema complexa e custosa.
O desfecho desta crise dependerá da evolução das tensões geopolíticas e da capacidade de organização europeia. Com a reunião do Comitê Executivo da UEFA marcada para fevereiro, o futebol continental pode estar se aproximando de um momento decisivo que redefine sua relação com a política global.
Com informações de: BBC, G1, Deutsche Welle, ICL Notícias, GaúchaZH, Folha de S.Paulo, O Povo, Terra, Threads ■