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Em uma operação de larga escala, as forças dos Estados Unidos atingiram mais de 35 alvos do grupo Estado Islâmico em diversas regiões da Síria neste sábado (10), utilizando mais de 90 munições de precisão lançadas por mais de 20 aeronaves.
O ataque, autorizado pelo presidente Donald Trump, é uma resposta direta à emboscada em Palmira, no dia 13 de dezembro, na qual um militante do EI matou dois soldados americanos e um intérprete civil dos EUA. A operação faz parte da "Operação Hawkeye Strike", anunciada em 19 de dezembro.
Em comunicado, o Comando Central dos EUA (CENTCOM) foi enfático: "Nossa mensagem permanece forte: se você ferir nossos combatentes, nós o encontraremos e o mataremos em qualquer lugar do mundo". O secretário de Defesa, Pete Hegseth, caracterizou a ação não como o início de uma nova guerra, mas como uma "declaração de vingança".
A ofensiva representou um dos maiores ataques coordenados contra o EI na Síria nos últimos meses. De acordo com informações detalhadas:
Um dos aspectos mais significativos desta operação é o pano de fundo político. Os ataques contaram com a cooperação das forças de segurança da Síria, um desenvolvimento notável considerando a história recente.
O governo sírio atual, liderado pelo presidente Ahmed al-Sharaa, é formado por ex-rebeldes que derrubaram o ditador Bashar al-Assad após 13 anos de guerra civil em 2024. Curiosamente, Sharaa tem um passado ligado à antiga filial da Al Qaeda na Síria, grupo que posteriormente rompeu com a rede terrorista e entrou em conflito com o Estado Islâmico.
Esta cooperação foi formalizada em um acordo no final de 2025, após a visita do presidente sírio à Casa Branca. Como parte do acordo, os EUA suspenderam temporariamente as rigorosas sanções da "Lei César" contra a Síria por 180 dias, abrindo caminho para investimentos estrangeiros cruciais para a reconstrução do país. Em troca, a Síria se juntou à coalizão internacional liderada pelos EUA contra o EI.
Os recentes ataques ocorrem anos após vitórias declaradas contra o "Califado" territorial do EI. Para entender a situação atual, é crucial olhar para trás:
Segundo o CENTCOM, o objetivo imediato da operação é "erradicar o terrorismo islâmico contra nossos combatentes, prevenir ataques futuros e proteger as forças americanas e parceiras na região". A morte dos militares americanos em dezembro demonstrou a ameaça persistente que o grupo ainda representa.
O embaixador dos EUA na Síria, Tom Barrack, reuniu-se com autoridades em Damasco no sábado para discutir "o caminho a seguir" para o país. O sucesso da nova e frágil aliança entre Washington e o governo de Damasco contra o EI dependerá não apenas do poderio militar, mas também da estabilização política e da reconstrução econômica da Síria, estimada pelo Banco Mundial em mais de US$ 216 bilhões.
Com informações de: Folha, CNN Brasil, BBC, Deutsche Welle, Agência Brasil, G1, Eurereporter, Times Brasil, Infomoney, Expresso ■