Siga nossas redes sociais | ![]() | Siga nossos canais |
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia exigiu, neste sábado (3), que os Estados Unidos libertem o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores. A exigência ocorre após o presidente americano, Donald Trump, anunciar a captura e remoção forçada do líder venezuelano do país durante um ataque militar "de grande escala". A Rússia qualificou a ação como um "ato de agressão armada" e uma "violação inaceitável da soberania" de um Estado independente.
Em comunicado, a chancelaria russa exigiu "esclarecimentos imediatos" sobre as circunstâncias da captura e pediu firmemente que as autoridades americanas "reconsiderem sua postura". O ministro das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, também expressou por telefone à vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, a firme solidariedade de Moscou e o apoio ao governo venezuelano na proteção de sua soberania.
Na madrugada de sábado, fortes explosões foram ouvidas em Caracas e outras regiões da Venezuela. Pouco depois, Trump anunciou em sua rede social que os EUA realizaram um "ataque em larga escala" e que Maduro e sua esposa foram "capturados" e retirados do país por via aérea. A vice-presidente Delcy Rodríguez, em pronunciamento à televisão estatal, afirmou que o governo venezuelano não sabe o paradeiro de Maduro e exigiu "prova de vida imediata" do governo Trump.
O governo venezuelano decretou estado de emergência e acusou os EUA de uma "agressão militar gravíssima", instando a população a resistir. A Procuradora-Geral dos EUA, Pam Bondi, afirmou que Maduro será julgado em um tribunal de Nova York por acusações relacionadas ao narcotráfico.
A ação militar americana gerou uma onda de condenações na América Latina e além, levantando alertas sobre a legalidade do ato e riscos de escalada.
O ataque e a captura de Maduro são o ápice de meses de tensão crescente entre Washington e Caracas. Desde que assumiu o poder no início de 2025, a administração Trump intensificou uma campanha de pressão máxima contra o regime de Maduro.
Em coletiva de imprensa, Trump declarou que os Estados Unidos "vão governar" a Venezuela até que uma transição de poder segura possa ocorrer, designando pessoas de seu governo para administrar o país. Ele também deixou claro os interesses econômicos, afirmando que "grandes empresas petrolíferas" americanas serão levadas ao país para explorar suas vastas reservas, as maiores do mundo.
Do lado venezuelano, a primeira-dama Cilia Flores está com Maduro. O destino imediato do casal parece ser um tribunal em Nova York, onde enfrentará acusações formais. Enquanto a líder da oposição, María Corina Machado, comemorou a queda de Maduro, a Rússia e outros aliados pressionam por uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, em um cenário que promete manter o mundo em tensão nuclear nas próximas semanas.
Com informações de: Veja, G1, UOL, NPR, Prensa Latina, BBC, Deutsche Welle, CartaCapital, CNN Brasil, Euronews■