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Pelo menos três pessoas morreram e dezenas ficaram feridas neste domingo (28/12/2025) em confrontos durante protestos da minoria alauita nas cidades costeiras de Latakia e Tartous, no oeste da Síria. Os protestos foram convocados pelo líder religioso alauita Ghazal Ghazal, do Conselho Supremo Islâmico Alauita da Síria e da Diáspora, dois dias após um atentado a bomba que matou oito pessoas em uma mesquita alauita em Homs.
De acordo com a agência Reuters, milhares de manifestantes se reuniram na Praça Azhari, em Latakia, para exigir um sistema político federal no país e a libertação de prisioneiros alauitas. Cerca de duas horas depois do início do ato, tiros vindos de uma localização não identificada foram ouvidos, o que levou as forças de segurança a dispararem para o ar e gerou um cenário de caos, com participantes carregando feridos. O escritório de mídia da província de Latakia confirmou o número de três mortos e mais de 40 feridos.
A rede estatal síria SANA relatou que um membro das forças de segurança foi morto por "restos armados do antigo regime" em Latakia, e que civis e pessoal de segurança foram feridos por atiradores não identificados perto da Praça Azhari. Em meio aos confrontos, os manifestantes gritavam palavras de ordem como "Queremos federalismo!" e "O povo sírio é um!".
Os protestos ocorrem em um contexto de crescente tensão sectária na Síria desde a queda do ex-presidente Bashar al-Assad, que pertence à minoria alauita, em dezembro de 2024. Em março de 2025, mais de 1.000 alauitas foram mortos em uma onda de violência após uma insurreição fracassada de leais a Assad.
Outras fontes, como o Observador, citam um balanço ligeiramente diferente, afirmando que os confrontos resultaram em dois mortos, de acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos e uma fonte médica local. No entanto, veículos como a CNN Portugal, a Reuters e a Al Jazeera confirmam pelo menos três vítimas fatais.
As autoridades sírias afirmaram ter "controlado a situação" e acusaram apoiadores do ex-presidente Assad de atacar as forças de segurança. Enquanto isso, o grupo radical sunita Saraya Ansar al-Sunna reivindicou a autoria do atentado à mesquita em Homs na sexta-feira, prometendo continuar os ataques contra "infiéis e apóstatas".
Com informações de CNN Portugal, Reuters, Al Jazeera e Observador ■