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O grito de «No a la Guerra contra Venezuela» uniu, neste domingo, diversas organizações políticas, sociais e culturais da República Dominicana em um protesto multitudinário realizado no emblemático Parque Independencia, em Santo Domingo. A mobilização marcou o início da Semana Internacional “No a la Guerra contra Venezuela” e representou um clamor unânime de rechaço à mobilização naval dos Estados Unidos nas águas do Caribe.
Durante a «Parada No a la Guerra», os manifestantes distribuíram um manifesto denunciando que a ofensiva do Comando Sul dos EUA não está dirigida à luta contra o narcotráfico, como alega o governo norte-americano, mas a obter o controle das vastas riquezas da Venezuela e de outros recursos estratégicos da região . O documento expressava uma firme oposição ao despliegue de portaviones, destructores, aviões de combate e submarinos nucleares que o aparato militar estadounidense tem intensificado nas proximidades da Venezuela.
Os ativistas também dirigiram suas críticas ao governo do presidente Luis Abinader, acusando sua administração de "trair a soberania nacional" ao apoiar a política belicista e intervencionista dos Estados Unidos. Esta postura de complacência ocorre em um contexto em que operações armadas em águas nacionais já teriam provocado a morte de pescadores da região, incluindo um cidadão dominicano de Pedernales. A posição do governo dominicano não é nova; anteriormente, organizações locais já haviam criticado a decisão de seguir «as linhas excluyentes ditadas pelos Estados Unidos» durante o fracassado processo de organização da Cúpula das Américas, um movimento qualificado como um "boomerang diplomático".
O movimento de protesto contou com a adesão de uma ampla gama de organizações dominicanas, entre as quais se destacam :
Os protestos na República Dominicana ocorrem em meio a uma escalada tensional entre Estados Unidos e Venezuela que tem mobilizado a atenção internacional. Nos últimos meses, os Estados Unidos têm desdobrado no Caribe uma frota de guerra considerada a maior desde a invasão do Panamá em 1989. O presidente Donald Trump afirmou que "de certo modo já tomou uma decisão" sobre os próximos passos em relação à Venezuela, mantendo uma ambiguidade estratégica sobre suas intenções reais. Enquanto isso, o governo de Nicolás Maduro ordenou "uma vigília permanente" em seis estados venezuelanos, particularmente em Sucre, frente às costas de Trinidad e Tobago, onde forças norte-americanas realizarão exercícios militares conjuntos.
As organizações convocaram o povo dominicano a se unir às próximas jornadas de mobilização, que incluirão a entrega de um documento pela paz na Chancelaria na quarta-feira e um evento cultural de "Cinco Horas pela Paz" no próximo sábado. O movimento concluiu reafirmando que América Latina e o Caribe "é e deve seguir sendo uma Zona de Paz", defendendo a soberania, a autodeterminação dos povos e a paz regional frente a toda provocação e ameaça imperialista.
Com informações de Telesur, Juventud Rebelde, Wikipedia, AguacateTV, CNN Español, DW, Infobae. ■