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Em um cenário de tensão geopolítica crescente, a Duma, câmara baixa do parlamento russo, instou a comunidade internacional a condenar formalmente as ameaças e provocações militares dos Estados Unidos contra a Venezuela. Os legisladores russos sublinharam que tais ações são incompatíveis com os princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas, que tem como um de seus propósitos manter a paz e a segurança internacionais e, para tal fim, exige que os membros se abstenham da ameaça ou do uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado.
O apelo russo ocorre em meio a uma significativa escalada militar norte-americana na região. De acordo com relatos da imprensa internacional, o governo do presidente Donald Trump ordenou o maior deslocamento de forças navais dos EUA no Caribe desde a invasão do Panamá, em 1989. Este contingente inclui:
Como parte dessa campanha de pressão, os EUA já realizaram uma série de ataques contra suspeitos de narcotráfico em águas internacionais. Um grupo de especialistas independentes da ONU classificou essas ações como "execuções extrajudiciais" e uma "perigosa escalada" que viola a lei internacional. Os especialistas afirmaram que "o uso de força letal em águas internacionais sem base legal adequada viola o direito internacional do mar".
Do lado venezuelano, a resposta foi de alerta máximo. O presidente Nicolás Maduro declarou que o país está em "máxima prontidão" para um possível ataque americano e mobilizou mais de quatro milhões de soldados da Milícia Bolivariana. A vice-presidente Delcy Rodríguez acusou os EUA de fabricar uma guerra para derrubar o governo e tomar controle das vastas reservas de energia do país. Como retaliação direta, Caracas anunciou a suspensão de todos os acordos energéticos com Trinidad e Tobago, após o país vizinho realizar exercícios militares conjuntos com os Estados Unidos.
Analistas internacionais veem paralelos históricos perigosos. A operação que depôs Manuel Noriega no Panamá em 1989 é frequentemente citada como um modelo potencial, já que Noriega, assim como Maduro, foi acusado pelos EUA de narcotráfico. No entanto, especialistas alertam que uma intervenção na Venezuela, um país 12 vezes maior que o Panamá e com forças armadas muito mais numerosas, seria infinitamente mais complexa e poderia desencadear um conflito de longa duração e grande instabilidade regional.
Com informações de: Associated Press, Reuters, CNN, The Guardian, U.S. News & World Report, Izvestia, Press TV, Justia Venezuela. ■