Siga nossas redes sociais | ![]() | Siga nossos canais |
O furacão Melissa deixou um rastro de destruição pelo Caribe, com o número de mortos confirmados subindo para 50, de acordo com balanços oficiais divulgados nesta sexta-feira (31). A tempestade, que chegou à categoria 5, o nível máximo, foi a mais forte a atingir a Jamaica em nove décadas e causou dezenas de mortes no Haiti, mesmo sem um impacto direto no país.
Após passar pela região das Bermudas, o fenômeno perdeu força e foi reclassificado como um ciclone pós-tropical pelo Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC). Espera-se que ele atinja o nordeste dos Estados Unidos e o leste do Canadá ainda nesta sexta-feira, já transformado em um ciclone extratropical, mas sem previsão de tocar o solo norte-americano.
O Melissa tocou o sudoeste da Jamaica na terça-feira (28) como um furacão de categoria 5, com ventos que atingiram cerca de 300 km/h. Esse foi o mais forte furacão já registrado a atingir diretamente a Jamaica e o primeiro grande furacão a tocar o solo no país desde 1988.
Na manhã desta sexta-feira (31), o sistema já estava a 264 km a oeste das Bermudas, com ventos máximos sustentados de 155 km/h, sendo classificado como furacão de categoria 2. Horas depois, foi redesignado como ciclone pós-tropical, distanciando-se rapidamente das ilhas.
Os meteorologistas apontam três fatores principais que explicam o poder de destruição do furacão Melissa :
Cientistas do Imperial College de Londres afirmaram que a intensidade e o poder destrutivo do Melissa foram amplificados pelas mudanças climáticas induzidas por atividades humanas. A proporção de furacões muito intensos (categorias 4 e 5) deve aumentar globalmente com o aquecimento do planeta.
Diante da catástrofe, uma operação de ajuda internacional foi acionada. Os Estados Unidos enviaram equipes de busca e resgate para a Jamaica, Haiti, República Dominicana e Bahamas, e ofereceram ajuda humanitária a Cuba. O Reino Unido prometeu US$ 3,3 milhões em ajuda emergencial, e países como Venezuela e El Salvador também enviaram suprimentos.
Com informações de: G1, Folha de S.Paulo, BBC, UOL, SwissInfo, Zoom Earth, AccuWeather, The Guardian, CNN, Panrotas. ■