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Hamas anuncia entrega de corpos de dois reféns; frágil cessar-fogo em Gaza é novamente abalado
Egito se juntou aos esforços para encontrar corpos de reféns sob escombros; Israel voltou a bombardear a Faixa de Gaza, matando pelo menos 100 pessoas
Oriente-Medio
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■   Bernardo Cahue, 30/10/2025

O grupo Hamas anunciou que entregará os corpos de dois reféns israelenses nesta quinta-feira (30), em meio a um cenário de tensão renovada após uma série de bombardeios israelenses que marcaram o dia mais letal em Gaza desde o início do cessar-fogo.

O braço armado do Hamas, as Brigadas Ezzedine al-Qassam, divulgou em seu canal no Telegram que fará a entrega dos corpos às 16h (horário de Gaza). A Cruz Vermelha atuará como intermediária no processo, transportando os restos mortais para as Forças de Defesa de Israel, que os levarão para identificação forense. Com esta, o movimento islamita terá restituído os restos mortais de 15 dos 28 reféns falecidos que concordou em devolver conforme o acordo.

O anúncio ocorre em um contexto de extrema fragilidade. Na noite de terça-feira (28), o Exército israelense realizou uma série de intensos bombardeios em Gaza. De acordo com o Ministério da Saúde local, controlado pelo Hamas, os ataques resultaram em mais de 100 mortos, incluindo pelo menos 46 crianças e 20 mulheres, com mais de 250 feridos. Este foi o episódio mais letal desde que o cessar-fogo entrou em vigor, em 10 de outubro.

As justificativas de Israel para os ataques foram:

  • Morte de um soldado: As tropas israelenses relataram que um soldado, identificado como Yona Efraim Feldbaum, de 37 anos, foi morto durante um ataque com foguetes e tiros de sniper em Rafah, no sul de Gaza. O Hamas negou qualquer envolvimento no incidente.
  • Devolução fraudulenta de restos mortais: Israel acusou o Hamas de ter encenado a descoberta do corpo de um refém. Um vídeo divulgado pelas forças israelenses supostamente mostra militantes enterrando e depois "encontrando" os restos diante de uma equipe da Cruz Vermelha, que classificou o ato como "inaceitável". Perícias técnicas israelenses identificaram que os restos entregues na segunda-feira já haviam sido recuperados em 2023.

Em resposta aos bombardeios, o Hamas havia adiado a entrega de um corpo que estava programada para terça-feira, alertando que qualquer "escalada" dificultaria as operações de busca e recuperação de corpos.

Nesta quinta-feira, a violência persistiu. Testemunhas em Gaza relataram que aviões e tanques israelenses realizaram cerca de dez ataques aéreos em áreas a leste de Khan Younis, no sul, e bombardeios a leste da Cidade de Gaza, no norte. O Exército israelense afirmou que os ataques foram "precisos" e miraram "infraestrutura terrorista" que representava uma ameaça.

O cessar-fogo, mediado pelos Estados Unidos, permanece formalmente em vigor, mas a sucessão de eventos representa um sério teste à sua durabilidade. Enquanto o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu enfrenta pressões internas por uma linha mais dura , a população de Gaza, já devastada por dois anos de guerra, revive o medo e a instabilidade.

Com informações de UOL, O Globo, CNN, Veja, SIC Notícias. ■

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