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O grupo Hamas anunciou que entregará os corpos de dois reféns israelenses nesta quinta-feira (30), em meio a um cenário de tensão renovada após uma série de bombardeios israelenses que marcaram o dia mais letal em Gaza desde o início do cessar-fogo.
O braço armado do Hamas, as Brigadas Ezzedine al-Qassam, divulgou em seu canal no Telegram que fará a entrega dos corpos às 16h (horário de Gaza). A Cruz Vermelha atuará como intermediária no processo, transportando os restos mortais para as Forças de Defesa de Israel, que os levarão para identificação forense. Com esta, o movimento islamita terá restituído os restos mortais de 15 dos 28 reféns falecidos que concordou em devolver conforme o acordo.
O anúncio ocorre em um contexto de extrema fragilidade. Na noite de terça-feira (28), o Exército israelense realizou uma série de intensos bombardeios em Gaza. De acordo com o Ministério da Saúde local, controlado pelo Hamas, os ataques resultaram em mais de 100 mortos, incluindo pelo menos 46 crianças e 20 mulheres, com mais de 250 feridos. Este foi o episódio mais letal desde que o cessar-fogo entrou em vigor, em 10 de outubro.
As justificativas de Israel para os ataques foram:
Em resposta aos bombardeios, o Hamas havia adiado a entrega de um corpo que estava programada para terça-feira, alertando que qualquer "escalada" dificultaria as operações de busca e recuperação de corpos.
Nesta quinta-feira, a violência persistiu. Testemunhas em Gaza relataram que aviões e tanques israelenses realizaram cerca de dez ataques aéreos em áreas a leste de Khan Younis, no sul, e bombardeios a leste da Cidade de Gaza, no norte. O Exército israelense afirmou que os ataques foram "precisos" e miraram "infraestrutura terrorista" que representava uma ameaça.
O cessar-fogo, mediado pelos Estados Unidos, permanece formalmente em vigor, mas a sucessão de eventos representa um sério teste à sua durabilidade. Enquanto o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu enfrenta pressões internas por uma linha mais dura , a população de Gaza, já devastada por dois anos de guerra, revive o medo e a instabilidade.
Com informações de UOL, O Globo, CNN, Veja, SIC Notícias. ■