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Uma violação no frágil cessar-fogo em Gaza provocou a morte de mais de 100 palestinos em intensos bombardeios israelenses, desencadeados após um ataque que matou um soldado de Israel. O episódio representa o maior desafio ao acordo de paz em vigor desde o início de outubro.
A sequência de eventos começou na terça-feira, 29 de outubro, quando um soldado israelense foi morto durante um ataque na cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, respondeu ordenando "ataques fortes e imediatos" sobre o território palestino.
Os bombardeios que se seguiram, descritos como os mais intensos desde que o cessar-fogo entrou em vigor em 10 de outubro, resultaram na morte de pelo menos 104 palestinos em menos de 12 horas, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza. Entre as vítimas estavam 35 crianças, mulheres e idosos. O Exército israelense afirmou que seus ataques visavam "30 terroristas" que ocupavam posições de comando em organizações terroristas.
Enquanto Israel justificou a ação como uma resposta necessária ao ataque contra suas tropas, o Hamas negou qualquer responsabilidade pelo incidente em Rafah e qualificou os bombardeios como uma "violação flagrante" do acordo de cessar-fogo, pedindo aos mediadores que pressionassem Israel.
Um porta-voz dos serviços de resgate em Gaza descreveu a situação no território como "catastrófica e aterrorizante", afirmando que os ataques atingiram tendas de deslocados, residências e as proximidades de um hospital. Na manhã de quarta-feira (30), o cessar-fogo foi restabelecido, mas um novo ataque aéreo no norte de Gaza ainda provocou duas mortes, segundo relatos hospitalares.
O cessar-fogo, intermediado pelos Estados Unidos, havia paralisado dois anos de combates. O presidente americano, Donald Trump, que foi consultado por Israel antes dos bombardeios, defendeu a reação israelense, dizendo que o país "deve revidar" quando suas tropas são atacadas. No entanto, ele também expressou confiança de que o acordo de paz permaneceria de pé.
O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, minimizou a violência, classificando-a como "pequenas escaramuças" e afirmando que o cessar-fogo, no geral, se mantém. Líderes da ONU e da União Europeia, por outro lado, condenaram as mortes de civis e pediram que todas as partes se comprometessem novamente com a trégua.
Com informações de: China Daily, RFI, Al Jazeera, 1News, RTVE. ■