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Protestos em Oslo marcam vitória da Noruega sobre Israel nas eliminatórias da Copa
Manifestações pró-Palestina levaram ao uso de gás de pimenta pela polícia fora do estádio; partida terminou em 5 a 0
Europa
Foto: https://classic.exame.com/wp-content/uploads/2025/10/GettyImages-2240006498.jpg
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■   Bernardo Cahue, 12/10/2025

Um jogo das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026 entre Noruega e Israel, realizado neste sábado em Oslo, foi palco de significantes protestos e tensões políticas. A partida, vencida pela Noruega por 5 a 0, foi acompanhada de manifestações pró-Palestina do lado de fora e dentro do Ullevaal Stadion, resultando no uso de gás de pimenta pela polícia e em várias prisões.

Antes do início da partida, aproximadamente mil manifestantes marcharam em direção ao estádio carregando bandeiras palestinas e cartazes com os dizeres "Fora de Israel do futebol internacional" e "Cartão vermelho para Israel". A manifestação inicial foi descrita como pacífica, com o uso de sinalizadores e cantos.

No entanto, a situação se intensificou perto do estádio quando um grupo de manifestantes, muitos com os rostos cobertos, tentou romper as barreiras policiais. A polícia de Oslo respondeu com gás de pimenta para dispersar a multidão e efetuou várias prisões. Um porta-voz da polícia confirmou que o gás foi usado após os manifestantes derrubarem as cercas. Durante os protestos, uma bandeira de Israel foi queimada.

Dentro do estádio, a tensão também estava presente:

  • Ao som do hino nacional israelense, foram ouvidos vaias e apitos de parte do público.
  • Uma bandeira palestina gigante e um banner com os dizeres "Deixem as Crianças Viverem" foram estendidos nas arquibancadas.
  • Um homem usando uma camisa com a frase "Free Palestine" invadiu o campo durante o primeiro tempo, sendo rapidamente removido pela segurança.

O contexto político dominou o evento. A presidente da Federação Norueguesa de Futebol (NFF), Lise Klaveness, já havia manifestado publicamente sua posição a favor de sanções a Israel no futebol internacional, citando violações do direito internacional. A entidade também decidiu doar a renda da partida para os Médicos Sem Fronteiras, para auxiliar em seu trabalho em Gaza.

Com a vitória, a Noruega se consolidou na liderança de seu grupo nas eliminatórias europeias. O futebol, no entanto, dividiu a atenção com um debate que vai muito além das quatro linhas .

Com informações de The Associated Press, Agence France-Presse, The Guardian, The Straits Times, Iz.ru e Devdiscourse. ■

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