Siga nossas redes sociais | ![]() | Siga nossos canais |
Um jogo das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026 entre Noruega e Israel, realizado neste sábado em Oslo, foi palco de significantes protestos e tensões políticas. A partida, vencida pela Noruega por 5 a 0, foi acompanhada de manifestações pró-Palestina do lado de fora e dentro do Ullevaal Stadion, resultando no uso de gás de pimenta pela polícia e em várias prisões.
Antes do início da partida, aproximadamente mil manifestantes marcharam em direção ao estádio carregando bandeiras palestinas e cartazes com os dizeres "Fora de Israel do futebol internacional" e "Cartão vermelho para Israel". A manifestação inicial foi descrita como pacífica, com o uso de sinalizadores e cantos.
No entanto, a situação se intensificou perto do estádio quando um grupo de manifestantes, muitos com os rostos cobertos, tentou romper as barreiras policiais. A polícia de Oslo respondeu com gás de pimenta para dispersar a multidão e efetuou várias prisões. Um porta-voz da polícia confirmou que o gás foi usado após os manifestantes derrubarem as cercas. Durante os protestos, uma bandeira de Israel foi queimada.
Dentro do estádio, a tensão também estava presente:
O contexto político dominou o evento. A presidente da Federação Norueguesa de Futebol (NFF), Lise Klaveness, já havia manifestado publicamente sua posição a favor de sanções a Israel no futebol internacional, citando violações do direito internacional. A entidade também decidiu doar a renda da partida para os Médicos Sem Fronteiras, para auxiliar em seu trabalho em Gaza.
Com a vitória, a Noruega se consolidou na liderança de seu grupo nas eliminatórias europeias. O futebol, no entanto, dividiu a atenção com um debate que vai muito além das quatro linhas .
Com informações de The Associated Press, Agence France-Presse, The Guardian, The Straits Times, Iz.ru e Devdiscourse. ■