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Putin adverte que envio de mísseis Tomahawk à Ucrânia marcaria nova etapa de escalada
Presidente russo afirmou que a medida danificaria as relações com os EUA, mas não mudaria o equilíbrio de forças no campo de batalha
Leste Europeu
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■   Bernardo Cahue, 11/10/2025

Em seu discurso no plenário do Clube de Discussão Internacional Valdai, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, dedicou parte significativa de sua fala para abordar os aspectos militares do conflito com a Ucrânia. O tópico mais destacado foi seu claro aviso sobre as consequências de um possível fornecimento de mísseis de cruzeiro Tomahawk dos Estados Unidos para Kiev .

Putin classificou a potencial entrega desses mísseis de longo alcance como uma "etapa qualitativamente nova de escalada, inclusive nas relações entre a Rússia e os EUA" . Ele argumentou que o uso efetivo dos Tomahawks pelas Forças Armadas da Ucrânia seria impossível sem a "participação direta do pessoal militar americano" , insinuando que isso aproximaria as partes de um confronto direto.

No entanto, o líder russo demonstrou confiança em relação ao impacto no conflito, afirmando que "certamente não mudará o equilíbrio de força no campo de batalha" . Putin citou que, assim como aconteceu com os mísseis ATACMS anteriormente fornecidos, as defesas aéreas russas se adaptariam à nova ameaça: "Eles causaram alguns danos, mas, no final, os sistemas de defesa aérea da Rússia se adaptaram" .

Pouco depois do discurso, a agência Reuters reportou, citando fontes anônimas, que o envio dos Tomahawks pode se mostrar inviável, uma vez que os estoques atuais estão comprometidos com a Marinha norte-americana e outros usos . A reportagem sugeriu que os EUA poderiam, em vez disso, considerar permitir que aliados europeus comprem outros sistemas de armas de longo alcance para enviar à Ucrânia . Em uma aparição posterior, Putin reiterou seu aviso, dizendo que tal fornecimento "levará à destruição de nossas relações", parando pelo menos as "tendências positivas que têm aparecido nessas relações" .

Além da questão dos mísseis, Putin tratou de outros aspectos militares:

  • Estratégia e Perdas: O presidente russo afirmou que o problema fundamental das Forças Armadas Ucranianas é a incapacidade de repor suas perdas de efetivo, enfatizando: "Se não há efetivo, não há ninguém para lutar" .
  • Capacidade de Adaptação: Ele descreveu o exército russo como uma das forças mais preparadas para o combate no mundo, com grande capacidade de adaptação e aprendizado contínuo .
  • Ameaça à Otan: Em resposta às alegações de que a Rússia pretende atacar a Otan, Putin foi taxativo: "Relaxem, durmam bem, ou lidem com seus próprios problemas" , classificando esses temores como "absurdos" .

As declarações no Fórum Valdai reforçam a posição de Moscou de projetar força e resiliência frente ao apoio militar ocidental à Ucrânia, ao mesmo tempo que deixa claro os limites e riscos que enxerga em novos tipos de auxílio, como os mísseis Tomahawk.

Com informações de CNN, The Guardian, Planet Today, EA Daily, Pravda.ru, International Reporters, The New York Times

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