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Polícia de Londres ganha novos poderes para coibir "protestos repetidos" após onda de prisões
Legislação antiterrorismo e lei de ordem pública permitem intervenções mais duras, como a proibição de organizações e a detenção em massa de apoiadores
Europa
Foto: https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/fb57/live/11abd3a0-6a9c-11ee-883d-61bb9e676cae.jpg.webp
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■   Bernardo Cahue, 05/10/2025

Após uma série de protestos que resultaram na prisão de cerca de 500 manifestantes em um único dia, as autoridades britânicas têm acionado um conjunto de poderes legais para conter o que classificam como "protestos repetidos". A ação mais recente ocorreu em um ato silencioso onde os participantes foram detidos por demonstrar apoio a um grupo "proibido", desafiando os apelos para cancelamento após um ataque violento em Manchester.

Os poderes utilizados pela Polícia Metropolitana de Londres estão ancorados principalmente em duas frentes:

  • Proibição de Organizações: Com base na legislação antiterrorismo, o governo britânico proibiu o grupo pró-palestino Palestine Action em julho. A partir de então, manifestar apoio público ao grupo tornou-se crime.
  • Lei de Ordem Pública: Uma atualização da lei, batizada de "Policiamento, Crime, Sentenças e Tribunais", confere à polícia poderes ampliados para controlar manifestações, incluindo a definição de horários de início e fim para os protestos e a dispersão de multidões consideradas muito ruidosas.

Na prática, esses instrumentos permitiram às autoridades:

  1. Efetuar centenas de prisões preventivas durante protestos, como as 442 realizadas em outubro e as 890 em setembro.
  2. Prender manifestantes por simplesmente exibirem cartazes com slogans de apoio à organização banida.
  3. Justificar a ação policial com o argumento de que os protestos repetidos desviam recursos de segurança essenciais para a proteção de sinagogas e mesquitas em um momento de tensão.

O governo do primeiro-ministro Keir Starmer prometeu "apoio total à polícia" contra o que chama de "extremistas", enfatizando que a liberdade de expressão e a agitação violenta são coisas distintas. No entanto, organizações de direitos humanos e grupos civis criticam as medidas como desproporcionais, argumentando que elas afrontam a liberdade de expressão e o direito à manifestação pacífica.

Com informações de: Poder360, Deutsche Welle, UOL, Expresso, RTP, Correio da Manhã, Terra, Folha de S.Paulo, Euronews. ■

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