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Dois pessoas foram mortas e quatro ficaram feridas em um ataque terrorista do lado de fora de uma sinagoga em Manchester, no Reino Unido, nesta quinta-feira (2). O incidente ocorreu durante o Yom Kippur, o dia mais sagrado do calendário judaico, e foi realizado por um homem que usou um carro para atropelar pedestres e depois uma faca para atacar as vítimas.
O suspeito foi morto a tiros pela polícia poucos minutos após o início do ataque, perto da Sinagoga Heaton Park Hebrew Congregation, em Crumpsall, um subúrbio ao norte de Manchester com uma grande comunidade judaica. A polícia confirmou que as duas vítimas fatais eram membros da comunidade judaica local.
De acordo com a polícia e relatos de testemunhas, a sequência de eventos foi a seguinte :
O ataque gerou ainda mais alarme porque o suspeito usava um colete com a aparência de um dispositivo explosivo. A polícia acionou uma unidade de desativação de bombas e, como medida de precaução, detonou o carro do suspeito. Horas depois, as autoridades confirmaram que o artefato não era viável e foi considerado um disfarce para causar pânico.
A declaração de que se tratava de um incidente terrorista foi feita pelo chefe nacional de polícia antiterrorismo, Laurence Taylor. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que retornou urgentemente de uma cúpula no exterior, condenou veementemente o ato.
"Um indivíduo vil cometeu um ataque terrorista que atacou judeus porque são judeus, e atacou a Grã-Bretanha por causa de nossos valores", disse Starmer em pronunciamento. Ele prometeu fazer tudo ao seu alcance para garantir a segurança da comunidade judaica, começando por uma presença policial mais visível em sinagogas de todo o país.
O rei Charles III e a rainha Camilla disseram estar "profundamente chocados e entristecidos" com o ataque. Líderes internacionais, como o presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, também se manifestaram, solidarizando-se com as vítimas e condenando o antissemitismo.
O ataque, que aconteceu em um dia de intensa movimentação nas sinagogas, abalou profundamente a comunidade judaica de Manchester, a maior do Reino Unido fora de Londres. Um jovem da comunidade local resumiu o sentimento de muitos ao dizer que o evento pareceu ser "o início de uma nova era".
Com informações de: BBC, NPR, Associated Press, The New York Times, Sky News, CNN, Global News. ■