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A Global Sumud Flotilla, uma coalizão de cerca de 50 embarcações civis que transporta ajuda humanitária para a Faixa de Gaza, entrou em uma fase crÃtica de sua jornada. A missão, que tem o objetivo declarado de "romper o bloqueio ilegal" e levar suprimentos diretamente ao território palestino, tem sido palco de tensões crescentes, incluindo relatos de ataques com drones e interferências em comunicações.
Diante desse cenário, a Grécia assumiu um papel direto na segurança da frota em suas águas. O ministro das Relações Exteriores grego, Giorgos Gerapetritis"garantirá uma navegação segura" dos barcos da flotilha que estão atualmente nas águas de Creta. Ele também afirmou que Atenas já informou o governo israelense sobre a participação de cidadãos gregos no evento.
Embora a Grécia tenha afirmado que não planeja, por enquanto, juntar-se aos navios de guerra italiano e espanhol que acompanham o comboio à distância, sua postura representa um suporte logÃstico crucial. Esta decisão ocorreu após protestos em Atenas, onde ativistas e um deputado criticaram a inicial falta de posicionamento do governo grego e exigiram a proteção da missão.
Já a Turquia aparece como um dos atores centrais no apoio diplomático à flotilha. O paÃs é um dos signatários de um comunicado conjunto com outros 16 ministros das Relações Exteriores—incluindo nações como Bangladesh, Brasil, Colômbia, Espanha e Ãfrica do Sul—manifestando preocupação com a segurança da iniciativa da sociedade civil.
Na declaração, os paÃses "apelam a todos para que se abstenham de qualquer ato ilegal ou violento contra a Flotilha" e ressaltam que qualquer violação dos direitos humanos dos participantes, incluindo ataques em águas internacionais ou detenções ilegais, levará à responsabilização. Além do apoio diplomático, a Turquia tem prestado assistência prática, com suas autoridades ajudando na evacuação de ativistas de um barco que avariou durante a travessia.
O governo israelense se mantém firme em sua posição, classificando a iniciativa como uma "provocação polÃtica" e não uma missão humanitária, e alertando que não permitirá que os barcos entrem na que considera uma "zona de combate". Com a flotilha agora rumo a Gaza e a promessa de Israel de impedir sua chegada, a presença e as ações da Grécia e da Turquia adicionam novas camadas a um já complexo confronto no Mediterrâneo.
Com informações de: ANSA Brasil, El Salto, Euronews, Greek Reporter, Haaretz, Swissinfo, Vox MS. ■